sábado, 16 de outubro de 2010
Marx não morreu...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Seminário A PERSPECTIVA LIBERTÁRIA

Pessoas,
Aproveitando a vibe de contestação e discussão que ronda nosso curso nos últimos tempos, venho aqui divulgar o seminário A Perspectiva Libertária. Abaixo, um resumo do projeto.
A perspectiva libertária
Data: 16 de outubro de 2009 (sexta-feira)
Horário: 08h a 12h
Local: Salão Rosa, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da UFES (a priori, depois haverá confirmação de fato)
Descrição:
Seminário: A Perspectiva Libertária
A academia brasileira está prestes a testemunhar uma empreitada intelectual inédita no país. De Porto Alegre a Fortaleza, um grupo de jovens intelectuais percorrerá 16 cidades durante três semanas de outubro com um propósito: apresentar aos estudantes brasileiros as idéias fundamentais de liberdade individual que unem pensadores como José Bonifácio e Joaquim Nabuco a Ludwig von Mises e Friedrich Hayek.
O projeto consiste na realização de seminários com cinco conferências versando sobre temas ancorados na idéia de liberdade: sociedade, justiça, economia, política e cultura. Nosso objetivo é promover o debate entre diferentes correntes filosóficas para que a Universidade, com U maiúsculo, esteja livre das ortodoxias do pensamento e avance com a universalidade do conhecimento.
A proposta de difundir o pensamento libertário é uma iniciativa do OrdemLivre.org, projeto da Atlas Economic Research Foundation em cooperação com o Cato Institute. Somos parte de uma organização independente, sem vínculos partidários, e não aceitamos qualquer patrocínio estatal. Todo o nosso financiamento vem de contribuições voluntárias e da venda de publicações.
Cronograma:
A Prespectiva Libertária: Uma discussão sobre as novas correntes do pensamento liberal
Apresentação: Bruno Garschagen
O socialismo do século XXI: Gabriela Calderón (30 min)
Uma causa para a nossa geração: Diogo Costa (30 min)
Perguntas e respostas (20 min)
Coffee break (30 min)
Capitalismo em crise?: Rodrigo Constantino (30 min)
Princípios de Justiça: Lucas Mafaldo (30 min)
A cultura da liberdade: Pedro Sette Câmara (30 min)
Perguntas e respostas (20 min)
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pstu.: Alguns links com material FARTO para quem quiser entender um pouco mais da ótica libertária
institutos e centros de estudos
http://www.ordemlivre.org/
http://www.il-rs.org.br/index.php
http://www.mises.org.br/
http://www.libertarianismo.com/
blogs
http://precodosistema.blogspot.com/
http://brasillibertario.blogspot.com/
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A Capitalist Manifesto
A specter is haunting the world—the return of capitalism.
Pra quem tem bolas. O texto é grande.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Indícios pré-crise
A manutenção das taxas de juros em um nível artificialmente baixo aqueceu o mercado de casas dos EUA mais do que qualquer outro mercado. Uns apontam a CRA (Community Reinvestment Act) como contribuinte para o fato, outros negam a contribuição da CRA, todavia, é inegável a participação das gigantes empresas do setor imobiliário apadrinhadas pelo governo americano, a Fannie Mae e a Freddie Mac. As duas gigantes são empresas privadas com propósitos públicos, de tal forma que conseguiam obter créditos a taxas vantajosas como fruto do apadrinhamento público, já que os credores acreditavam que, no menor risco de insolvência por parte das empresas, o Estado não relutaria em ajuda-las, óbvio, com o dinheiro do contribuinte. Desta forma, grande parte do crédito injetado na economia nos anos de 2002, 2003 e parte de 2004, foi direcionada para o mercado imobiliário americano, como se pode constatar pelos gráficos abaixo.

É visível, pelos gráficos acima, a mudança de comportamento do número de casas construídas e da quantidade de empréstimos hipotecários durante a após a manutenção baixa da taxa de juros. Os empréstimos hipotecários possuem um delay de aproximadamente 2 anos.
Os juros baixos e o crédito fácil com finalidade de habitação aqueceram a demanda por casas de forma mais acentuada que a sua oferta. Esse fato pode ser brevemente imaginado tomando o início de construção de casas como proxy da oferta de casas e empréstimo hipotecário como proxy da demanda de casas. A curva da segunda realiza um movimento mais íngreme que a da primeira após os efeitos dos juros baixos e crédito fácil. Relatos cotidianos de americanos, informam que era corriqueiro um cidadão comum possuir mais de três casas, visto que o aquecimento do mercado imobiliário transformou as casas em um investimento bem atrativo. Em suma, o cidadão pegava um crédito hipotecário de $100 mil para aquisição de uma casa de $100 mil, e meses depois, a casa já estava valendo $110 mil. Podia muito bem pagar a sua dívida e ainda tirar um troco. E assim por diante. Abaixo, o gráfico com o comportamento do preço médio das casas.
Era de se esperar que a) os preços das casas não subiriam ad eternum, e b) muito menos que a economia suportaria baixas taxas de juros de forma artificial. Sendo que, provavelmente, b) levaria a a). E foi o que de fato ocorreu. Do final de 2003 até a metade de
A elevação da taxa de juros interrompeu a escalada dos preços das casas, e aconteceu a velha máxima: “Os últimos que apaguem a luz”. Assim, os “investidores” de casas que pegaram o bonde já em cima, possuíam uma dívida hipotecária que era maior que o preço da própria casa. Como um ser racional, o cidadão prefere entregar a casa (digamos, valendo $100) a pagar uma dívida (digamos, valendo $110). Eis que surgem os títulos podres dos bancos, que o Governo Americano prometeu comprar, em seu bailout. Assim, os bancos passaram a ter direitos de créditos que não dariam a eles crédito algum. Tal acontecimento foi agravado pelas reservas fracionárias dos bancos.
PS1: Onde está o livre mercado que gerou a crise?
PS2: Os gráficos em escala normal e logarítmica chegam à mesma conclusão.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
No exterior, o socorro é visto como um desvio do capitalismo
Nelson D. Schwartz
Em Paris
Os Estados Unidos deixaram de ser o farol mundial do capitalismo de livre mercado, irrestrito?Ao oferecer um empréstimo de último minuto de US$ 85 bilhões ao American International Group (AIG), a seguradora em dificuldades, Washington não apenas deu as costas a décadas de retórica sobre as virtudes do livre mercado e os riscos de intervenção do governo, mas também provavelmente minou futuros esforços americanos para promover essas políticas no exterior."Eu temo que o governo tenha passado ao ponto sem retorno", disse Ron Chernow, um importante historiador financeiro americano. "Nós temos a ironia de um governo de livre mercado fazendo coisas que o governo democrata mais liberal nunca faria nem mesmo nos seus sonhos mais insanos."O pacote de socorro ao AIG, além do apoio anterior do governo ao Bear Stearns, Fannie Mae e Freddie Mac, espantou até mesmo os autores de políticas europeus, acostumados a intervenções do governo - apesar de reconhecerem o choque do colapso do Lehman Brothers, onde Washington optou por não intervir."Para os oponentes do livre mercado na Europa e em outros lugares, esta é uma oportunidade maravilhosa de citar um exemplo americano", disse Mario Monti, o ex-chefe antitruste da Comissão Européia. "Eles dirão que até mesmo o porta-estandarte da economia de mercado, os Estados Unidos, nega seus princípios fundamentais em seu comportamento."Monti disse que crises financeiras anteriores na Ásia, Rússia e México obrigaram governos a intervir, "mas esta é a primeira vez no coração do capitalismo, o que é enormemente mais prejudicial em termos de credibilidade da economia de mercado".Na França, onde o governo há muito apóia a criação de "campeões nacionais" e trabalha ativamente para proteger empresas seletas da ameaça de tomada estrangeira, os políticos foram rápidos em apontar o paradoxo daquela que é basicamente a nacionalização da maior seguradora americana."Hoje, as ações dos autores de políticas americanos ilustram a necessidade de patriotismo econômico", disse Bernard Carayon, um legislador do partido de centro-direita UMP, do presidente Nicolas Sarkozy. "Eu os parabenizo."Para os "pregadores do mercado esta é uma lição dolorosa", ele acrescentou.As economias nacionais estão entrando em "uma era de maior regulação e de maior mistura entre o setor público e privado".Em partes da Ásia, os socorros trouxeram lembranças amargas da abordagem diferente adotada pelos Estados Unidos e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a crise econômica ocorrida lá, há uma década.Quando o FMI ofereceu US$ 20 bilhões para ajudar a Coréia do Sul a sobreviver à crise financeira asiática no final dos anos 90, uma das condições impostas foi a de que o governo sul-coreano deixasse os bancos e empresas em dificuldades falirem em vez de socorrê-los, lembrou Yung-chul Park, professor de economia da Universidade da Coréia, em Seul, que esteve profundamente envolvido nas negociações com o FMI.Apesar de Park dizer que a atual crise é diferente - é global em vez de restrita a uma região como a Ásia - "Washington está seguindo um roteiro diferente desta vez"."Eu entendo por que o fizeram", ele acrescentou. "Mas eles perderam uma certa credibilidade para pressionar pela abertura de mercados no exterior para a concorrência estrangeira e pela liberalização das economias."As ramificações do socorro ao AIG também serão sentidas por anos dentro dos Estados Unidos.O AIG era um tipo diferente de empresa que a Fannie Mae ou Freddie Mac, que contavam com uma linha de crédito garantida pelo governo, na condição de fornecedores de financiamento hipotecário, ou o Bear Stearns, que era regulado pelo governo federal."Esta era uma seguradora que não contava com regulação federal", disse Gary Gensler, que serviu como alto funcionário do Departamento do Tesouro durante o governo Clinton. Nem o AIG contava com acesso aos fundos do Federal Reserve (o banco central americano) ou ao seguro de depósitos, como um banco comercial."Nós estamos em um novo território", acrescentou Gensler. "Esta é uma mudança de paradigma."O AIG também está em uma liga diferente por causa da amplitude de seus negócios e suas extensas operações no exterior, especialmente na Ásia.Além disso, ele caiu em uma espécie de lacuna regulatória sob as regras atuais.Apesar da empresa, com sede em Nova York, ser mais conhecida pela venda de produtos convencionais como apólices de seguro e planos de previdência privada supervisionados pelos reguladores nos Estados Unidos, ela também está profundamente envolvida no mercado opaco e de risco de derivativos e outros instrumentos financeiros complicados, que operam em grande parte fora da regulação.Além da ameaça às apólices de milhões de consumidores comuns, foi a ameaça representada por estes instrumentos financeiros arcanos que levou Washington a socorrer o AIG.Até agora, o resgate não fortaleceu os mercados. "É pura gestão de crise", disse Chernow. "São o Tesouro e o Federal Reserve avançando de uma crise a outra sem uma declaração clara sobre como os fracassos financeiros serão tratados no futuro. Eles têm medo de articular uma política dessas. A rede de segurança que estão abrindo parece crescer a cada dia, sem um fim à vista."
Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do The New York Times
domingo, 27 de abril de 2008
Capitalismo

Essa pintura é bem velha.
Mas e hoje, essa visão sobre o capitalismo ainda vale ou trata-se de um anacronismo?
Fica a reflexão...






