domingo, 28 de fevereiro de 2010

A teoria do desenvolvimento dialético do estado socialista

Caros companheiros intelectuais, que compartilham do estudo da inexorável e irrefutável teoria marxista,



Como a categoria Estado é de suma importância para a revolução, segue abaixo algumas considerações a seu respeito. Dialeticamente (usarei o termo dialeticamente ao invés de logicamente, quando se referir algo que é mais do que lógico, pois ultrapassa a lógica formal e, é, portanto, dialético, inteligível apenas para os que detém o conhecimento da lógica proletária), que a categoria Estado, como categoria ontológica do todo social, tem seus contornos pouco definidos e é de essência fugidia, complexa, contraditória e multi-facetada. Assim, a teoria que segue abaixo não exaure todo o sentido desta categoria, mas evidencia, ou melhor, traz à tona, ou ainda, joga luz a um de seus aspectos antilógico-marxista-socialistas mais fundamentais.



Como todos deveriam saber, o capitalismo inevitavelmente entrará em colapso e dará lugar ao socialismo. Entretanto, apesar da inexorável transição imanente do capitalismo para o socialismo, nós, revolucionários, somos ansiosos, e queremos que os passos nessa direção venham antes da providência histórico-dialética. Assim, antes do socialismo stricto sensu propriamente dito, haverá uma fase de transição, liderada por nós, chamada ditadura do proletariado.



A ditadura do proletariado é uma forma de Estado. Haverá ditadores, ou grupos de ditadores, que agirão em nome do proletariado utilizando a máquina estatal, composta de todos os indivíduos, para as reformas necessárias à implantação do socialismo. Entretanto, como sabemos, atualmente o Estado, que é pequeno, é muito criticado. Assim, critica-se a implementação da ditadura do proletariado, por ser assentada em um estado máximo. Ora, argumentam os neoliberais cínicos, se o Estado com pouco poder já é corrupto, imagine um Estado com poder absoluto. O poder absoluto, para eles, corromperia absolutamente. Eles argumentam: "se você, socialista, admite que o Estado é fonte de corrupção, porque advoga que a solução é mais estado!? Isso não tem lógica!".



Ora, lógica... quem precisa de lógica quando se tem a dialética? Essa crítica não passa de mera ingenuidade ou cinismo dos neoliberais (aproveito essa parte para deixar uma máxima: se alguém não é marxista ou não entende a teoria marxista, invariavelmente, ele ou é ingênuo ou é cínico ou é burro, ou uma combinação de qualquer desses três aspectos. Devemos essa ótima descoberta a Marx, que a usou primeiramente. Todos nós marxistas temos usado em nossos textos invariavelmente desde então). E isso ficará claro a seguir.



Para a argumentação da teoria dialética do desenvolvimento do estado socialista, primeiramente, temos que nos atentar para dois fatos auto-evidentes irrefutáveis:




  1. O Estado é o povo e, em sua essência, é bom.

  2. O indivíduo no capitalismo, busca sempre o lucro, e para isso corrompe o Estado

Com base nesses fatos, fica claro porque o Estado não funciona adequadamente numa sociedade capitalista. Os neoliberais falam que o Estado tende a não dar os incentivos corretos para os indivíduos, falam de rent-seeking e tudo o mais. Mas isso não é culpa do Estado! Ora, se uma empresa tenta corromper o Estado, a culpa é do Estado, a culpa é do "desenho institucional" que incentiva esse tipo de coisa? Dialético que não! A culpa é do empresário e do capital.


O indivíduo na sociedade capitalista tenta sempre, de toda forma, capturar o Estado para que atenda a seus interesses. O indivíduo no capitalismo só quer lucro. Dessa forma, os capitalistas, que tem muito dinheiro e poder, conseguem corromper o Estado para que ele atenda à perpetuação da sociedade de classes. Os neoliberais argumentarão que, por isso mesmo, temos que ter um Estado menor, com regras mais claras, que tenha menos poder, para que se evite a corrupção e se tenha uma concorrência justa.


Mas isso é um absurdo! Pois, quanto menor o Estado, mais mercado temos. Conseqüentemente, mais capitalistas temos, e mais chances de alguém corromper o Estado há!


Segue, dialeticamente, que temos que aumentar progressivamente o tamanho do Estado. E isso segue a lei dialética das mudanças quantitativas que se transformam em uma mudança qualitativa. Veja a seguir:


10% de Estado = Estado corrupto, pois 90% da nação é capitalista e tentará corromper o Estado


50% de Estado = Estado corrupto, pois 50% da nação é capitalista e tentará corromper o Estado


99% de Estado = Estado corrupto, pois 1% da nação é capitalista e tentará corromper o Estado


100% de Estado = Estado bom socialista, pois o povo e o estado são um só.


Percebe-se que única maneira de acabar com a corrupção no Estado é, justamente, acabar com qualquer indivíduo fora do Estado. Assim, o Estado máximo, em que todos os indivíduos fazem parte do Estado, não poderá ser corrompido por nenhum capitalista. Aí o neoliberal vai argumentar: "mas você não acabou com o problema. Você não vai mudar a natureza humana. O homem vai reagir aos incentivos que você dá e, numa sociedade deste tipo, os problemas apenas ficarão piores, já que não haverá nenhum espaço para o mérito, para a inovação, para o incentivo ao trabalho". Ora, o neoliberal ignorante não sabe que para nós socialistas, não existe natureza humana. O homem não é auto-interessado naturalmente, ele é assim por questões sociais, porque o Capital assim o deseja. Como diz um professor nosso, o homem come feijão no Brasil não porque o brasileiro gosta de feijão, mas porque o Capital assim o quer (isso não é mentira...). Numa sociedade verdadeiramente socialista, 100% estatal, o homem será bom, nem que seja à força. Dessa forma, a preocupação neoliberal mostra-se infundada. Isso justifica também o uso da violência, repressão e restrição às liberdades na ditadura do proletariado, pois, é preciso ensinar o povo a não ser mais da forma que era no capitalismo. O que justifica a atitude de, Stálin, Fidel, Chávez, Hitler, Mao e qualquer outro ditador do proletariado. Por isso que muitos socialistas os defendem, para a perplexidade dos neoliberais.

Mas lembrem-se, como essas experiências não deram certo, não foram socialistas.


Saudações revolucionárias.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nacionalista e Socialista?

Caro companheiro, se você observar, verá que a maior parte dos companheiros socialistas são nacionalistas, patriotas, ufanistas - eu, inclusive! Na versão mais moderada, admitem outras culturas, são regionalistas, defendem não só o amor pela cultura-eltistista brasileira, mas pela latino-americana e alguma coisa soviética e européia de esquerda.

Entrentanto, em geral, estão sempre a escutar MPB, a ler os autores brasileiros ou latino americanos e a estudar os pensadores brasileiros ou latino-americanos em detrimento dos demais. Sempre que necessário, defendem leis para promover o que elegem como cultura nacional. O ataque ao brasileiro proletário que admira a cultura estrangeira, ou a cultura verdadeiramente proletária como o funk e o futebol, é reto e certeiro, pois ambas culturas são alienantes e reificadoras do ser social.

Esse é o tipo de socialismo mais forte que temos aqui. Então, muito provável que o socialismo brasileiro venha a ser um nacional-socialismo!

Alguns, no entanto, se preocupam. O socialista mais novo e ingênuo pergunta: "mas, e a história? e os alemães!?"

Vimos que na alemanha o nacional-socialismo acabou não dando certo. Não nego que o nacional-socialismo alemão foi uma das experiências socialistas que mais próximo chegou do verdadeiro controle dos meios de produção pelo estado, eliminando virtualmente o direito de propriedade privada, mas o foco de exterminar judeus, ao invés de exterminar capitalistas e reacionários (certo que muitos judeus têm espírito capitalista-reacionário), desvirtuou a causa proletária.

Mas o que devemos aprender é que estudar a história é algo complexo e multi-facetado. Se essa experiência deu errada então não foi nacional-socialista de verdade! E nós seremos diferentes e capazes de implementar o verdadeiro nacional-socialismo.

Então, fique como lição: sempre que as experiências socialistas deram errado, é porque elas não foram socialistas! Assim, se algum neoliberal ignorante vier criticar Fidel ou Chávez, e eles tiverem com a razão, basta você falar: "mas lá ainda não é socialismo". Ou se esses regimes acabarem, você diz, "lá não foi socialismo". E se o neoliberal insistir, você fala, "seu cínico, foi culpa dos EUA".

Saudações contraditórias!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fim... ou não?

Pessoal, além de já não estar mais vinculado à UFES, com o tempo curto do mestrado na UnB, o trabalho na ANA e outras atividades paralelas, não dá para acompanhar o Ecoufes.

Assim, todos os autores do Blog agora estão como administradores, e os que estão aí podem decidir o rumo a dar a ele: se deletam, se não fazem nada, ou se continuam. No que precisarem e for possível, posso contribuir.

Grande abraço e boa sorte a todos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dilma Rousseff é a candidata de Hugo Chávez

Companheiros,

Notíca quente da vanguarda popular.

Com as eleições chegando, o fato de um dos líderes iluminados da américa latina apoiar nossa canditada é um ótimo sinal! A Venezuela, por falar nisso, anda de vento-em-popa graças a Hugo. Se não fosse ele reprimindo essas manifestações estudantis burguesas ou ameaçando dar tiro em dono de supermercado que aumenta preço, o que seria daquele país!?

Saudações revolucionárias!

Ps. Falta pouco para começar a doutrinação, opa, que dizer, aula! Estou tão ansioso! Já não aguentava mais as férias! Férias é coisa de capitalista.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Manifesto de Econometria Política

Cesse tudo o que a antiga musa canta
Que um valor mais alto se alevanta

Caros companheiros, continuando nossa luta, segue o manifesto que se encontra desde muito tempo circulando na internet! Avante!



Nós, os econometristas políticos, em nome da honra de nossa profissão (seja lá o que isto for), vimos por meio deste manifesto demonstrar nosso repúdio aos métodos quantitativos burgueses, neoclássicos, ortodoxos, tradicionais, estáticos e reacionários (vide M. POÇÇAS, 1988, pág. 24) e resgatar os valores político-sociais-morais-ideológicos-dialéticos-culturais-dinâmicos-e-acumulativos-de-capital: o caso brasileiro (vide M.C. TAVARICH, 1988, pág. 24) que hoje se põem como a única alternativa viável à feudalização da Econometria Brasileira (vide L.C. BELEZZA, Anais do XXIV Congresso do PE do B, 1988, pág. 24). Propomos uma nova formulação crítica da Econometria Política fundamentada nos princípios que se seguem:

1. Por que, de maneira autoritária, se impõe E(u) = 0? Isto é uma forma afintosa de camuflar a apropriação do excedente da clafe trabalhadora. Por que não 12% ao ano? (a este respeito vide F. GASPARIAN, 1988, Paz & Terra, pág. 24);

2. Por que o erro é denotado por “u” e não “e”? Isto é mais um artífifio para confundir a clafe trabalhadora (vide W. BARELLI, 1988, pág. 24);

3. Quem, afinal, define porque o estimador é justo? A justeza do estimador só pode ser definida após uma ampla discussão democrática com a clafe trabalhadora (vide P. A. SAMPAIO JR., 1988, pág. 24);

4. A lógica totalitária da Econometria Neoclássica impõe que os coeficientes sejam ou positivos ou negativos. Por que não coeficientes dialétricos, positivos e negativos ao mesmo tempo? (vide J. C. Braga, 1988, pág. 24);

5. Por que utilizar variáveis quantitativas quando as relações essenciais de produção são qualitativas? Sem embargo (vide C. FURTADO, 1988, pág. 24), propomos a utilização apenas de variáveis dummy (vide LESSA DE QUEIROZ, 1988, pág. 24);

6. Por que utilizar séries de tempo lógico (não veja G. SCHWARTZ, 1988, pág. 24), quando o correto é utilizar séries de tempo histórico (agora sim, vide G. SCHWARTZ, 1988, pág. 24)

Dadas as inconsistências não-contraditórias, imorais, totalitárias e estáticas, entre a realidade dinâmica e a Econometria Neoclássica, propomos aqui o programa de pesquisa da Econometria Política:

1. Aceitar e questionar a existência do Erro Tipo III: admitir que esteja errado quando não está certo. (vide, p. ex., Don João Manuel, In: O Capitalismo Retardado, passim.);

2. Consertar a curva de demanda quebrada, que a Econometria Neoclássica permitiu, por mais de cinqüenta anos, que permanecesse no mais hediondo abandono, apesar dos esforços do companheiro Sweezy (vide OLIVEIRA DE CHICO, 1988, pág, 24);

3. Mudar a sede das simulações de Monte Carlo para Cubatão (SP) (conf. proposta de RUHYM AFFONSO, In: Por que eu sou marxista-quercista-leninista?);

4. Substituir as equações de diferença por equações de igualdade, de forma a não reproduzir a estrutura social injusta do capitalismo monopolista-maduro-caindo-aos-pedaços-e-retardado (vide P.T.P.L.S. – porque é de menor – no seu famoso compêndio Isto é uma mierrrrda; ou Lo que Cuércia realmente quiso decir, Edições BADESP, 1988, pág. 24);

5. Substituir os métodos de regressão linear, de cunho claramente monetarista e recessivo (vide Wilson TUBOS & CONEXõES, 1988, pág. 24), pela progressão não linear em retrocesso (vide F. Masuqqelli, A esculhambação em processo, 1988, pág. 24);

6. Trocar os nomes de heterocedasticidade, homocedasticidade, homossexualidade (SMITH, KEYNES & quiçá RICARDO, 1988, pág. 24) e multicolinearidade por nomes mais simples, como joão, manuel, cardoso, dimello (vide D. MUNOZ, Pobremas da infração brasileiras e brasileiros, 1988, pág. 24);

7. Substituir os índices de Laspeyres e Paasche pelo índice do DIEESE (vide P. BAU’TAR, 1988, pág. 24);

8. Criar, como pólo de debate nacional, a REVISTA DE ECONOMETRIA POLÍTICA, destarte (vide FURTADO, 1988, pág. 24), a ser editada pela Ed. Motta & Conexão Brasiliense (ligada a futura Universidade Federal Tecnológica de Tocantins – UFETOCAN – a 88 mil quilômetros e 24 metros de São Paulo, a partir da Sé), cujo Conselho Editorial será formado por Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Nukano e Brecha Pereira

TODO PODER EMANA DO POVO, DE JOÃO, DE MANUEL, DE CARDOSO E DE MELLO

Campinas, primavera florida de 1988

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Una-se a nós, marxistas!

Caro amigo,

Seja um adepto da causa e una-se à vanguarda popular!

Ajude o povo a se livrar dos grilhões da hegemonia do pensamento dominante neoliberal! Seja seja você também um educador e plante a consciência de classe nos oprimidos!

Pare de divulgar a ciência, ela é reacionária! Trabalho e conhecimento não causarão a revolução! Divulgue as contradições inerentes à realidade. Mostre a existência da mais-valia! É fácil, não requer nenhum aparato analítico rigoroso. D-M-D´ ou, em português, dê-eme-dê-linha.

Baixe o samba da mais-valia no seu I-pod!



Faça sua parte companheiro, pois as criancinhas da áfrica passam fome por culpa do capitalismo neoliberal! Sacrifique-se pelo bem da causa!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Commanding Heights

Estava eu belo e formoso vagando pela internetz através do stumble upon quando me deparo com esse site, o tal do Commanding Heights.

A idéia é servir de canal (pois é, mais um) para agregar conteúdo e discussões sobre globalização. Vem a reboque de um livro/documentário de mesmo nome sobre a ascensão do livre-mercado no último século.

Aparentemente o nome surgiu do título de um discurso de Lênin sobre os segmentos industriais que dão suporte ao desenvolvimento econômico de uma nação. Aço, petróleo, ferrovias... Bom, pelo menos é isso que diz a wikipedia. Confere .

Mapa histórico e interativo, perfis de eminentes economistas e fazedores de políticas públicas, entrevistas e ensaios... tá tudo lá. Entupido.

Segue um gostinho.

Vale uma conferida.