
terça-feira, 31 de março de 2009
Musical: "O Capital"

segunda-feira, 30 de março de 2009
Ata de Eleição 2009
Diretor de Organização
Marco Antonio T. Loureiro
Diretores de Articulação
Hugo Herkenhoff
Leonardo da Vinci
Ricardo Augusto Martins de Oliveira
Raphael Calmon
Diretores de Assuntos Acadêmicos
Vitor César Zille Noronha
Eduardo Calegari
Vanessa de Lima Avanci
Rafael Venturini Trindade
Rafael Albuquerque
Diretores de Comunicação
Danilo Diniz
Ana Paula Melo
Diretores de Eventos
André Barreto de Almeida Moraes
Glauber Teixeira
Bernardo Laquini
Myrella
Ana Tereza
Lara dos Anjos
Diretores de Finanças e Planejamento
Maria Eduarda
Bárbara Meirelles
Pedro Henrique
Diretores de Assuntos Externos
Ricardo Azevedo Nespoli
Rafael Batista
Leonardo Tagarro
Diretor de Esportes
Rodrigo Taveira Rocha
Dessa maneira, foi eleita a Chapa 1, com seus respectivos membros supracitados, para a gestão do ano de 2009 do C.A.L.ECO.
Sem nada mais a declarar, encerra-se a presente ata.
Carlos Cinelli
Marco Antonio T. Loureiro
Vitor César Zille Noronha
quarta-feira, 25 de março de 2009
O que é, o que é
O que representam as caracterísicas abaixo?
1) Plena liberdade de circulação de mercadorias;
2) Existência de mercado de trabalho livre;
3) Mínima intervenção e participação do estado;
4) Inexistência de mecanismos de regulação de preços;
5) Plena liberdade de concorrência.
Seriam alguns pressupostos do modelo de concorrência perfeita? Ou, características de um mercado contestável? Ou, ainda, a descrição de um país liberal?
Bom, ainda que se enquaderem em tudo isso, neste caso, essas são as exigências para a expressão plena da lei do valor!
terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Off topic
O cara chega no Subway e pede:
- Um subway melt, pão quatro queijos de quinze centímetros por favor.
- O dobro de queijo?
- Não.
- Quente ou frio?
- Quente.
(espera alguns segundos)
- Tomate, alface e cebola?
- Beleza. Coloca picles e azeitona também.
- Azeite, vinagre e sal?
- Azeite e sal.
- Qual molho?
- Barbecue.
- Estamos em falta.
- Em falta?
- É, colocamos no cartaz. Você leu?
- Li...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Edital de Eleição e Regimento Eleitoral
Visando à manutenção da representação estudantil para a defesa do interesse geral dos estudantes do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo, a Comissão Eleitoral (CE), constituída em Assembléia Geral e em conformidade com o Estatuto Social do Centro Acadêmico Livre de Economia (C.A.L.ECO), convoca as eleições para a diretoria do C.A.L.ECO a ser realizada conforme Regimento Eleitoral e disposições neste edital.
1) A inscrição de chapas acontecerá entre 16 a 20 de Março de 2009, sendo obrigatória a apresentação da documentação seguinte:
- nome da chapa e sua composição;
- programa de gestão com capa, apresentação, propostas de campanha e outras seções que a chapa julgue necessárias;
- tabela constando o nome, número de matrícula e período dos membros;
- declaração de aluno regular e xerox de documento oficial com foto de cada membro.
1.1) A documentação poderá ser entregue para os alunos Carlos Cinelli (8 período), Carlos Vecchi (5 período) e Luiz Eugênio (8 período) durante o horário de aula regular;
1.1.1) A CE pode indeferir a inscrição da chapa por insuficiência de documentos;
1.2) Não se postergará o período de entrega da documentação para chapa específica;
1.3) Caso nenhuma chapa seja inscrita, novo edital será publicado.
2) O período de campanha eleitoral será compreendido entre os dias 23 a 26 de Março de 2009.
3) Conforme Artigo 24 do Estatuto Social do C.A.L.ECO, acontecerá debate entre as chapas inscritas no dia 27 de março de 2009, às 11:00 em sala a ser divulgada.
3.1) A divulgação do debate é de responsabilidade das chapas inscritas;
3.2) Caso haja apenas uma chapa inscrita, haverá mera exposição das propostas de campanha.
4) A eleição será realizada no dia 30 de Março de 2009, entre 8h e 11h30min na sede do C.A.L.ECO.
5) A apuração ocorrerá no dia 30 de Março de 2009 às 11h30min, conforme disposto no Capítulo VIII do Estatuto.
6) O resultado será divulgado no dia 31 de Março de 2009, em Ata a ser divulgada no Mural do C.A.L.ECO, no Grupo de E-mails do C.A.L.ECO e no sítio da internet ecoufes.blogspot.com.
REGIMENTO ELEITORAL
A Comissão Eleitoral (CE), constituída em Assembléia Geral Extraordinária dos alunos de graduação matriculados no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e respaldada pelo Estatuto Social do Centro Acadêmico Livre de Economia (C.A.L.ECO), rege os termos omissos neste e resolve:
I – Disposições Gerais
Art. 1º. São princípios que regem a eleição, os atos e as pessoas;
I. A supremacia da participação, democracia e da construção coletiva do processo eleitoral;
II. A transparência, garantia de liberdade e pluralidade de idéias, constituindo um processo legítimo e representativo.
II – Das Inscrições
Art. 2º. As listas contendo as chapas e membros aptos a votar ficarão a disposição de todo e qualquer membro apto a participar do processo eleitoral.
III – Da Campanha eleitoral
Art. 3º. A fixação de faixas, cartazes, panfletos e documentos, em espaços externos e vias limítrofes aos domínios universitários, serão igualmente franqueados a todas as chapas e deverão respeitar o meio ambiente e patrimônio universitário.
Art. 4º. Não será permitido durante o período de campanha:
I. Propagandas pagas em veículos de comunicação de massa, como TV, Rádio, Jornais e Revistas;
II. Propaganda em carro de som;
III. Propaganda e realização de eventos fora do campus de Goiabeiras.
IV. Contratação de cabos eleitorais
V. Uso de serviços de órgão públicos
Parágrafo único. Serão permitidas somente reportagens, matérias ou qualquer forma de divulgação em meios de comunicação desde que a igualdade de espaço entre as chapas seja respeitada.
IV – Da Votação
Art. 5º. Os procedimentos de votação serão os seguintes:
I. O eleitor se apresentará à mesa receptora de votos portando sua carteira estudantil ou qualquer documento de identificação oficial com foto.
II. Não havendo dúvidas acerca da identificação do eleitor, o mesário verificará se o mesmo consta na lista de votantes e o eleitor procederá assinando a lista.
III. Depois de assinada a lista, o mesário autorizará o eleitor a ingressar na cabina de votação e depositar o voto na urna.
IV. Após o deposito do voto, o eleitor terá seu documento de identificação devolvido.
§ 1º Para votar, o nome do eleitor deverá estar contido na lista de votantes.
§ 2º Caso algum estudante, cujo nome não se encontra na lista, comprove através de documento oficial estar regularmente matriculado, poderá votar. Em seguida, a ocorrência deverá ser registrada na ata de votação e uma cópia do documento anexada à mesma.
§ 3º A não apresentação do documento de identificação, na forma citada, poderá ser motivo de impedimento do exercício do voto por parte de qualquer membro da mesa ou fiscal.
§ 4º Os componentes da mesa e fiscais, devidamente credenciados pela CE, terão prioridade de voto.
§ 5º Sob nenhuma hipótese será admitido voto por procuração.
Art. 6º. Fica proibido a “boca-de-urna” no dia da eleição a menos de 10m (dez metros) do local de votação.
Parágrafo único. Entende-se por “boca-de-urna” a distribuição de material de campanha e/ou tentativa de convencimento durante a realização do pleito.
Art. 7º. Qualquer recurso deverá ser apresentado por escrito à CE pelos fiscais ou candidatos durante o período de votação.
V – Da apuração
Art. 8º. A CE somente executará a apuração dos votos desde que o número total de assinaturas na lista de eleitores atingir o quorum mínimo de 10% (dez por cento) do total de estudantes regularmente matriculados em Ciências Econômicas na UFES. Caso contrário, os votos serão incinerados e a eleição impugnada, sendo outra eleição convocada de acordo com o disposto no Estatuto.
Art. 9º. Os recursos contra a apuração deverão ser apresentados até o prazo de duas horas após o término desta.
§ 1º A argumentação do recurso poderá ser entregue até doze horas após o término da apuração.
§ 2º A CE apresentará sua decisão até vinte e quatro horas após a entrega da argumentação.
§ 3º Os recursos apresentados fora de seus prazos serão automaticamente desconsiderados.
§ 4º A CE julgará, imediatamente, os recursos apresentados de acordo com o Estatuto do C.A.L.ECO, reservando-se o direito de arbitrar os casos omissos, conforme resolve este mesmo Estatuto.
§ Constitui instancia apelativa neste processo, além de uma Assembléia Geral, o DCE-UFES.
VI – Das penalidades
Art. 9º. Para os casos de transgressão das normas estabelecidas neste regimento, a CE, em última instância, avaliará a impugnação da chapa envolvida.
VII – Das Disposições finais
Art. 10º. Conforme explicitado no Art. 27 do Estatuto Social do C.A.L.ECO, todos os casos omissos referentes à eleição serão resolvidos pela CE.
COMISSÃO ELEITORAL:
CARLOS CINELLI
CARLOS VECCHI
LUIZ XAVIER
terça-feira, 3 de março de 2009
A vingança do Excesso
Lembra dos bons tempos, quando costumávamos falar da "crise dos empréstimos subprime" e muitos ainda pensavam que esta crise poderia ser "refreada"? Ah, que nostalgia!
Hoje sabemos que os empréstimos subprime eram apenas uma pequena fração do problema. Até mesmo os maus empréstimos imobiliários representam apenas uma parcela do que deu errado. Vivemos em um mundo de tomadores de crédito perturbados, de construtoras de shopping centers a economias europeias "miraculosas". E novos tipos de problemas de crédito continuam surgindo.
Como aconteceu esta crise do crédito mundial? Por que é tão abrangente? A resposta, eu diria, pode ser encontrada em um discurso que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, deu há quatro anos. Na época, Bernanke estava tentando acalmar os ânimos. Mas o que ele disse na verdade foi o presságio do golpe que estava por vir.
O discurso, intitulado "O Excesso das Economias Globais e o Déficit das Contas Correntes nos Estados Unidos", ofereceu uma nova explicação para o aumento rápido do déficit do comércio norte-americano no início do século XXI. As causas, segundo Bernanke, estão não na América, mas na Ásia.
Em meados da década de 1990, ele apontou que as economias emergentes da Ásia foram os importadores de capital mais importantes, tomando empréstimos no exterior para financiar seu desenvolvimento. Mas depois da crise financeira asiática de 1997-98 (que parecia grande na época, mas em comparação com o que está acontecendo agora soa trivial), estes países começaram a se proteger acumulando grandes quantias de bens estrangeiros e, por consequência, exportando capital para o resto do mundo.
O resultado foi o mundo tomado por dinheiro barato sem ter para onde ir.
A maior parte deste dinheiro foi para os Estados Unidos - daí o déficit comercial gigante, porque o déficit comercial é a outra face da entrada de capital. Mas como Bernanke apontou muito bem, o dinheiro foi para outros países também. Em especial, várias economias europeias menores receberam uma quantidade de capital que, ainda que muito menor em dólares do que aquelas absorvidas pelos Estados Unidos, já eram bem maiores se comparadas ao tamanho de suas economias.
Ainda assim, muito do resultado desse excesso de economia foi parar na América. Por quê?
Bernanke citou "a profundidade e sofisticação dos mercados financeiros do país (os quais, dentre outras coisas, permitiram que as famílias tivessem acesso à riqueza imobiliária)". Profundidade, sim. Mas sofisticação? Bem, pode-se dizer que os banqueiros americanos, autorizados por um quarto de século de zelo desregulatório, levaram o mundo a encontrar formas sofisticadas de enriquecer, escondendo riscos e enganando investidores.
Muitos dos outros agraciados com esta enxurrada de capital foram os sistemas financeiros escancarados e com normas flexíveis. Isto pode explicar a correlação quase assustadora entre os elogios conservadores de dois ou três anos atrás e o desastre econômico de hoje. "As reformas fizeram da Islândia um Tigre Nórdico", declarou um artigo do Instituto Cato. "Como a Irlanda Tornou-se o Tigre Celta" era o título do artigo da Heritage Foundation; "O Milagre Econômico da Estônia" era o título de outro. Todas estas três nações estão em crise agora.
Por algum tempo, a entrada brusca de capital criou a ilusão de riqueza nestes países, o mesmo aconteceu com os mutuários americanos: o preço dos bens estava subindo, as moedas estavam fortes e tudo parecia bem. Mas a bolha, mais cedo ou mais tarde, estoura e as economias miraculosas de ontem tornaram-se os casos perdidos de hoje, nações cujos bens evaporaram, mas cujas dívidas continuam mais reais do que nunca. E estas dívidas são um fardo especialmente pesado porque a maioria dos empréstimos é estabelecida tendo como base a moeda de outros países.
Os danos também não são exclusividade dos tomadores de empréstimos. Nos Estados Unidos, a bolha que envolvia o mercado imobiliário estava situada principalmente nas regiões costeiras, mas quando a bolha estourou, a demanda por bens de consumo, especialmente de carros, desmoronou - o que teve um efeito bastante pesado no coração industrial da América. Da mesma forma, as bolhas da Europa estavam situadas na periferia do continente, ainda que a produção industrial da Alemanha - que nunca teve uma bolha financeira, mas é coração industrial da Europa - esteja caindo rapidamente, graças à queda repentina na exportação.
Se quiser saber de onde veio a crise global, então pense da seguinte forma: estamos perante a vingança do excesso.
Todo o excesso resultante da economia de dinheiro ainda está por aí. Na verdade, está maior do que nunca, agora que os consumidores empobrecidos redescobriram repentinamente as virtudes da parcimônia e o boom imobiliário mundial, que serviu de vazão para todo o excesso, tornou-se um golpe generalizado.
Uma maneira de ver a situação internacional agora é que estamos sofrendo o paradoxo global da parcimônia: ao redor do mundo, o montante economizado excede a quantia que as empresas desejam investir. E o resultado é um colapso global que não favorece a ninguém.
E foi assim que nos metemos nesta confusão. E ainda procuramos uma saída.
