terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sexta - Palestra Sobre a Crise Americana


39 comentários:

  1. huhu um neoliberal na ufes! essa eu quero ver!

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  2. maneiro, cara
    to curioso
    vi o video dele no youtube, nao concordo com tudo, mas achei irado

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  3. Buscar uma graduação plural deve ser uma de nossas metas. Esse tipo de palestra é perfeita pra gente alcançar isso.

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  4. haha pelo visto, perdi uma palestra e tanto, hein?

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  5. Huhuhu debate foi intenso!
    Gostei!

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  6. Excelente!
    PS: foi palestra, mas quase um debate hehe

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  7. Eu gostei muito! Juro que não tinha a menor noção da rivalidade e disparidade que existe entre essas duas interpretações do mundo, deu para ter mais pé no chão e ser mais crítica com relação ao que se lê e se ouve, pois todas múltiplas interpretações podem ser coerentes!

    (só achei que as críticas dos professores focaram menos no argumento e mais no emocional)

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  8. "(só achei que as críticas dos professores focaram menos no argumento e mais no emocional)"

    Não podia ser diferente...

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  9. "(só achei que as críticas dos professores focaram menos no argumento e mais no emocional)"

    atacar emocionalmente o palestrante, falando que ele não tem o mínimo conteúdo e rigor, discutir nome de capítulo de livro de Marx (equivocadamente) quase tendo um ataque cardíaco e colocar urso para comer outras espécies... é o máximo que nossos professores conseguem fazer? estou decepcionado.

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  10. tudo bem, os professores foram agressivos, mas o cara foi impertinente ao falar num centro marxista que os socialistas nao explicam a crise, eh muito peito

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  11. "Centro marxista"? Mas a Ufes não preza sua pluralidade?
    Hipocrisias à parte, fiquei surpresa e achei interessante a participação em massa de professores que normalmente não encontramos em palestras.

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  12. Ps: Que fique claro: achei interessante a participação em massa, e não a participação em si.

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  13. É claro que os professores tinham que ir. Esse cara, sem nenhum conteúdo, ficou falando sobre Marx como se soubesse alguma coisa, e os calouros acreditaram. Os professores tinham que estar lá para desmascará-lo.

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  14. Ai,ai, "desmascará-lo"... depois dizem que não é seita esse tipo de pensamento!

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  15. Espero que os professores continuem participando ativamente das atividades da graduação, e que a experiência com "esse cara, sem nenhum conteúdo" não tenha sido um fato isolado. Cada um pode tirar o proveito e a conclusão que quiser, e os calouros ainda terão quatro anos e várias disciplinas para decidir se acreditam ou não no que ouviram; quanto a isso, "Anônimo", você não precisa se preocupar. Contudo, acho importante destacar a diversidade de pensamento, para que haja ao menos espaço para dúvidas e debates. Muitos se graduam sabendo de cor e salteado a crítica, mas sem entender o que criticam, por exemplo. Não encaro a atividade como uma "ameaça" aos calouros, ou a quem quer que seja, mas sim como uma oportunidade válida para a construção de conhecimento. A reação de alguns, entretanto, me assusta. Parece que a Ufes é um forte marxista que sofrera um ataque na última sexta. Espero que seja apenas uma impressão equivocada de minha parte.

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  16. Consegui publicar, rs! \o/
    Exclusão digital, kkkkkkk

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  17. Eu sou marxista e gostei muito do cara ter ido dar a palestra, acho bom sermos desafiados! Agora, tem uns retardados que nem esse anônimo que acabam com a gente... "centro marxista", quem me dera se fosse. Nosso centro está mais para neoliberal!

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  18. Claro que não igual uma FGV.

    Também não gostei da reação dos professores. Ficar nervoso do jeito que ficaram só demonstra insegurança. Eu, por exemplo, não me senti abalado nas minhas convicções, apesar de achar a palestra dele coerente.

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  19. "[...] "centro marxista", quem me dera se fosse. Nosso centro está mais para neoliberal"
    Calma lá, né... Até onde eu sei, NENHUM professor do depto. de Economia da UFES segue uma linha mais próxima, que seja, da ortodoxia ou prega o neoliberalismo. Se eu estiver errada, por favor, me corrijam. Sem apelações, pessoal.
    Não vou discutir mais a respeito do termo "neoliberal", nem aqui, nem em lugar nenhum. Perdi mesmo a paciência... Mas acho que as pessoas deveriam ter mais coerência. Se um centro deliberadamente ortodoxo, como a FGV, é considerado extremista por alguns, acho que essas mesmas pessoas não deveriam almejar estudar em um centro marxista, na outra ponta. Ainda mais na graduação.

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  20. É por discussões assim que eu sou a favor de estudarmos Filosofia da Ciência desde o primeiro período... aliás, não só a gente, mas todos os cursos que se pretendem como ciência.

    ps. Obviamente, contabilidade fica de fora, porque aquilo não é ciência nem aqui nem na casa do c*ralho! hehe

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  21. Com certeza a palestra do Diogo Costa foi muito interessante. Todavia, quando ocorreu a abertura para perguntas, a ausência dos professores que seguem uma corrente teórica mais próxima da linha do Diogo deixou a impressão que o nosso curso de plural tem muito pouco. Entretanto, vale ressaltar que se os professores, tidos como mais ortodoxos, não colaborarem com sua presença nesse tipo de evento a imagem que será passada sempre será a de que pluralidade é algo que passa muito longe do curso de Economia da Ufes.
    Sobre a participação dos professores, na minha concepção o que mais se esforçou para deixar de lado as diferenças foi o Vinicius com uma pergunta que eu julguei interessante e que não foi tão bem respondida, tanto que tentarei enviar ao palestrante um e-mail para que ele possa dar uma resposta melhor embasada! Os demais não se preucuparam tanto em perguntar e alguns foram até um pouco hostis durante seus comentários.

    Ps.: Também não concordo que o cara coloque um slide "Os socialistas não explicam a crise". Acho uma falta de respeito, ele pode colocar de inúmeras outras formas que não concorda com essa visão teórica sem desqualifica-la dessa forma. Até por que gostaria de ver a reação dele se um socialista desse uma palestra com a mesma afirmação (só que contra os libertários) acho que ele se sentiria, no mínimo, incomodado.

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  22. Estou de acordo com tudo o que você escreveu antes do "Ps.", exceto:

    "[...] a ausência dos professores que seguem uma corrente teórica mais próxima da linha do Diogo deixou a impressão que o nosso curso de plural tem muito pouco."

    Quem seriam esses professores? Não acho que seja apenas uma impressão, mas um fato. Contudo, concordo com você em parte. Como apenas professores que se alinham com o marxismo (à exceção do Prof. Celin) compareceram, ficou parecendo que nosso curso é, de fato, um "centro marxista", o que não é verdade. Talvez o motivo tenha sido o tema da palestra, haja vista que as "perguntas" foram, em sua maior parte, discursos inflamados e emocionados.

    Além disso, não consigo ver elemento algum de desrespeito na frase "os socialistas não explicam a crise". É um ponto de vista, como qualquer outro. Quando se tem convicção naquilo que se defende e estuda, não há motivo para se sentir ofendido ou incomodado com uma crítica nesses termos. Da forma como alguns colocam, é como se fosse uma heresia, um pecado, um crime, o que é muito estranho ao meu ver.

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  23. Hehehe ta apanhando em contabilidade!? eh normal, relaxa e goza meu amigo

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  24. mas aprenda, pq eh que nem matematica, essa porra te ajuda a pensar

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  25. Haha não é nem questão de estar apanhando, mas me incomoda saber que o nome do curso deles é Ciências Contábeis. Porra, como assim? haha pra mim, contabilidade tá mais pra ferramenta que pra ciência propriamente dita. Qual o objeto de estudo, planilhas? =P

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  26. O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio. Como ciência, a contabilidade procura desenvolver uma investigação racional sobre suas origens, transformações e aplicações. E dessa maneira, conseguem mensurar fatos complexos transformando-os em informação acessível inclusive à nós economistas.
    Mas isso está parecendo assunto pra outro post, rsrs. Afinal tudo o que tinha pra falar sobre a palestra do Diogo a Mariana conseguiu expressar de forma mais coerente.

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  27. okay, vinícius. Mas me deixa em paz com minha implicância gratuita! hahaha

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  28. A palestra + debate foi gravada? Se foi, bem que podia cair, digo, ser compartilhada na rede, né?

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  29. Resposta ao Sr. Diogo Costa
    Fiquei impressionado com sua exposição acerca do debate na UFES e sobre o "problema" com os marxistas. Sinceramente não ouvi sua "teoria coerente" da crise atual, mas, acredito que o senhor tem tanto a dizer quanto um papagaio de pirata. Acredito que o Prof. Carcanholo, pela sua história e conhecimento, disse em uma frase, mais sobre a realidade do que o senhor em toda sua explanação. Que por sinal, através do seu texto, está recheada de tolices e ingenuidades. Gostaria mesmo que o senhor explicasse o porquê da grande maioria da população mundial vive com menos de um dólar por dia, mesmo em países "liberais"? Será verdade que os que vivem dessa forma em países miseráveis deveriam esperar que na ordem liberal suas condições fossem melhores? Digo que a dominação liberal chegou a eles sim, e que são frutos de uma lógica excludente. Ou o senhor não consegue perceber isto? Seria a melhor admitir sua ingenuidade a crer que o capitalismo é o melhor do mundo para todos. O senhor leu Fernand Braudel e Marx? Se tivesse lido perceberia que o capitalismo é um sistema de dominação de homens sobre homens, de produção de riqueza abstrata, cuja apropriação é desigual. A pobreza da grande maioria não é uma anomalia no capitalismo; é sua característica principal. Mas isso só valeria ser discutido se o senhor deixasse a máscara de lado e admitisse quem são os interessados em um discurso como o seu. Seriam os pobres, os assalariados, ou mesmo a classe média? Isso o senhor não responderá.
    Então queria discutir sua proposta de uma explicação que fosse "competitiva" com a explicação liberal. Em princípio sua proposta soa atemorizadora, contudo, percebi que é fácil competir com bobagens. Então tenho algo a dizer.
    É simples de entender que sendo o capitalismo um sistema de produção e acumulação de riqueza abstrata, buscará sempre as melhores condições de aumentar essa riqueza sobre interesses privados. Por que haveria motivos de se aventurar na produção de mercadorias, com o risco nela envolvido, como bem explicou Keynes, se a partir da década de 70 com a desregulamentação e liberalização dos mercados financeiros passou a ser possível multiplicar a riqueza por dez, ou por trinta, como nos mostra a experiência da crise atual dada a alavancagem dos bancos e instituições financeiras. Ou mesmo os lucros não-operacionais das empresas que também se aventuraram na balbúrdia histérica do mercado financeiro. Ou um exemplo mais rasteiro, como explicar o grande interesse dos alunos da UFES nas questões sobre mercado de capitais se não fosse a possibilidade de ganhar dinheiro “fácil”? O que quero dizer que essa crise atual é o desfecho de uma longa onda neoliberal que teve início na década de 70. Nesse período, a histeria financeira levou a inúmeras crises. Essa com certeza é a mais grave por que a desordem financeira foi levada ao cúmulo da obscenidade. É relativamente fácil perceber que suas causas são muito mais profundas do que a “bolha” imobiliária americana. Pode ter sido o “gatilho”, todavia foi através dos mecanismos da “shadow finance”, diversas inovações financeiras que romperam com qualquer aparato regulativo, que se espalhou pelo mundo afora e afeta agora o lado real da economia. Eu ficaria mais impressionado se isso não parecesse algo recorrente no capitalismo. Diz a lenda que Joe Kennedy, pai do famoso presidente Norte-americano, pressentiu o crash de 29 ao receber dicas de investimento do garoto que lustrava seus sapatos. Se até o engraxate estava especulando -- especulou o especulador -- era porque a especulação já tinha ido muito mais longe do que qualquer especulador poderia ter especulado. O senhor deveria ser menos presunçoso e perguntar qual a fundamentação teórica disto ao Prof. Carcanholo. Garanto que ele tem muito a dizer.
    Dito isto, se os “marxistas” não têm nada a dizer sobre essa crise, os liberais tratam é de falseá-la. Pois foram eles que legitimaram, nos seus discursos, a liberalização dos mercados que nos conduziu a isso. Se for má fé, resta apenas dizer aos alunos que sejam mais críticos com discurso do senhor Diogo Costa. A quem interessa? Se for ingenuidade, crença inabalável em uma doutrina que é coerente com o status quo, resta-me apenas lembrar ele em minhas orações e proferir uma frase bíblica. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Por que fé também tenho, mas ao menos a minha parece ser boa.

    Abraço a todos. Saudades!
    Julierme
    “Cuando hay muchos hombres sin decoro, hay siempre otros que tienen en sí el decoro de muchos hombres.”

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  30. Meus caros,
    Não sou de Vitória, não vi a palestra e cheguei até aqui por outros caminhos. Sou professor de economia e sinto que tenho uma certa obrigação com alunos de economia (mesmo que estes não sejam os meus). Afinal, toda a minha formação foi bancada pelo povo brasileiro.
    Isto é um conselho amigável. Quem quiser fazer bom uso, muito bom, quem não quiser, também nenhum problema (afinal, neste momento específico, estou fugindo do trabalho).
    Pois bem, a boa ciência econômica, como qualquer ciência, deve respeitar muito a metodologia científica. E são dois os pontos fundamentais que quero frisar. Por um lado, as teorias têm que ser testadas e criticadas. Quando os fatos não condizem com a realidade, são os fatos e não a realidade que deve ser jogada fora. A crítica é inerente ao trabalho científico. E aqui chegamos ao segundo ponto. Não podemos ter uma relação religiosa com nossos modelos. Não podemos CRER em nossos modelos. Modelos nos ajudam a resolver problemas (entendendo melhor uma pequena parte da realidade). Não são a verdade revelada. Assim, é inadimissível falar sobre um "neoliberal em um centro marxista". O que isto significa? è uma escola religiosa? Parece que estamos falando de uma igreja. Isto não pode ocorrer. O que houve (mesmo que eu não tenha visto) é a palestra de um "economista em uma escola de economia". O pau pode quebrar? Não só pode como deve. Mas não é chamando o outro de neoliberal ou de comunista que resolvemos a coisa. A discussão deve se dar sobre a consistência lógica do modelo e a adequação da realidade a este (as questões empíricas são tão difíceis e tão legais). Dou um contra-exemplo utilizando o texto do Diogo (o qual respeito bastante). Não é porque existe uma alta correlação entre políticas liberais e qualidade de vida (junto com maior respeito aos direitos humanos) que posso concluir que exista uma causalidade (a qual eu também acredito, só estou falando que este teste empírico é falho). Uma explicação alternativa simples seria que tais políticas seriam bens de luxo gerando uma causalidade inversa.
    Dito isto, vamos ao que interessa. Não existe dicotomia mercado x estado. Isto é bobagem. O que um bom economista deve saber fazer é analisar as estruturas de incentivo por trás de qualquer ação humana. Esta ação deve ser entendida sob esta perspectiva. Falar a priori que o estado é bonzinho e o mercado é malvado ou vice-versa é de uma estupidez sem tamanho. É só sub-literatura barata.
    No caso específico da crise atual, é até muito engraçado o que podemos ver por aí. O sistema finaceiro é um negócio muito importante para o bem-estar social mas muito fácil de gerar crises e bolhas. Daí que este deve ser, de alguma forma, regulado (igual as atividades produtivas, já imaginaram um sistema produtivo moderno sem a regulação de nosso ambiente legal, por exemplo?). Assim, posso conceituar uma falha regulatória como aquela que permite que surja uma crise financeira. Agora, eu posso concluir que a crise foi gerada por falha regulatória? Ou esta frase é só um truísmo imbecil ou não significa nada. A discussão (entre gente grande) é qual é a estrutura regulatória que maximize os bons frutos do sistema finaceiro sem que permita que este entre em crise. E para esta discussão, não temos uma resposta (apesar da indignação de alguns bobos que são contra "tudo isto que está aí"). Vamos tomar cuidado com estes falsos debates.
    Um grande abraço.
    Claudio
    PS: Vocês sabem qual a melhor maneira para se garantir que nunca fiquemos desempregados? Basta ir para uma ilha deserta e viver sozinho. Seu nível de vida cai assustadoramente, mas você não corre o risco de ficar desempregado. Este exemplo anedótico é o mesmo caso. Viver em sociedade aumenta o nosso bem-estar mas aumenta o risco de ocorrer falhas nos mecanismos de coordenação social existentes (e o desemprego involuntário é claramente uma falha destas). É o mesmo com o mercado financeiro. Este é muito importante para a economia (e foi fundamental no forte crescimento da economia mundial nos últimos anos, tendo tirado da pobreza, algumas centenas de milhões de pessoas no mundo). Agora, com esta interligação tão forte dos ativos, como regular de forma a manter este caráter benéfico diminuindo este risco de geração de crise sistêmica? É esta a questão. E ninguém sabe como respondê-la.

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  31. Enoch

    Não foi gravada... infelizmente.

    Julierme

    Numa palestra não se expõe toda a teoria, mas papers não faltam. Agora, pelo contrário, papers socialistas sobre a crise não existem. O que existem são análises que se utilzam de um referencial Keynesiano e até Neoclássico, travestida de marxista.

    Prof Cláudio

    Concordo plenamente com tudo que o Sr. expos!

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  32. Prof Cláudio,

    clap clap clap!

    E eu continuo achando que as coisas são assim por que são poucos os alunos que sabem o que é ciência. Aí, fica difícil.

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  33. Igor, por que você acha que não se estuda filosofia da ciência, metodologia da ciência, lógica etc no curso?

    Por um motivo! Porque marxismo é pseudo-ciência, e aí ninguém mais aceitaria sem fazer nenhum esforço intelectual todo aquele castelo de cartas.

    Quem lê Popper e outros teóricos sobre o método científico deixa de ser marxista, uma hora ou outra.

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  34. Julierme, você realmente entendeu o que os liberais falam sobre a crise? Dê uma lida em: http://www.ordemlivre.org/node/371

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  35. Vocês devem ter aprendido muito com o sr. Diogo Costa. É por isso que todos comentam por aqui. Se a palestra não lhes houvesse causado nenhum tipo de furor moral, vocês não estariam protegendo seus tutores ou discutindo banalidades. O fato é: os marxista não explicam a crise. Podem tentar mostrar uns aos outros qualquer explicação que lhes pareça lógica. Não irão achar. Porque a lógica, como motor e estrutura própria da realidade, não encontra subsídio no desejo moral de conceitos determinados pela ideologia. Karl Marx é, antes de tudo um charlatão. Qualquer comunista que se preze sabe disso. Por isso hoje a luta é em outro front. Hoje, a teoria marxista da economia não passa de uma piada de mau gosto, mesmo no século XIX. Muitos de vocês estão engolindo seco com isso que estou dizendo e outros mais vão soltar os cachorros por aqui. E acho isso normal. É o preço que se paga pra sair de umas verdadeira prisão moral. Vocês não precisam passar a vida tentando adequar suas idéias à realidade, quando vocês podem apenas estudar de verdade o solo onde vocês pisam antes de achar que sabem alguma coisa. Esse é o verdadeiro fundamento do conhecimento. E não é humildade. É esforço e muita, mas muita, experiência. Portanto, tratem de correr atrás do que interessa. Economista que não conhece nenhum dado é o mesmo daquele que só conhece os que interessam a sua causa. Um fracasso.
    www.ordemlivre.org

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