Em outros posts, 1 e 2, eu já peguei no pé da análise técnica o que faço novamente aqui.
A análise técnica baseia-se na idéia de que ações e outros ativos se movem de acordo com padrões repetitivos e identificáveis(a definição é da Wikipédia).
Tentar identificar padrões repetitivos de certos ativos me parece uma discussão pré-expectativas racionais, quando nós economistas tínhamos a pretensão de saber mais do o mercado como um todo.
Hoje ninguém mais prevê a inflação pela curva de Phillips ou mesmo por sua versão aceleracionista, alguns usam modelos econométricos complicados, mas para ter acesso as melhores previsões não precisa entender nada de modelo algum, basta observar as próprias previsões do mercado e pode-se identificá-las pelas diferenças entre as taxas de juros de dois títulos diferentes, por exemplo.
Se aplicarmos a teoria das expectativas racionais para as ações a conclusão lógica seria que a melhor previsão sobre o preço futuro das ações é seu preço hoje mais uma taxa de juros ajustada para o risco, e que obviamente não existem padrões de comportamento repetitivo a serem explorados, pois se houvessem eles seriam incorporados ao preço da ação no presente, e não no futuro.
Fiquei ainda mais convencido disso ao estudar os assuntos do concurso do Bacen, eles cobram (último edital) várias teorias de finanças, têm de tudo (CAPM, mercado eficiente, carteira eficiente, APT, VAR,...) menos a tal da análise técnica.
Eu fiquei imaginando como seria uma questão de prova sobre a análise técnica;
Para ganhar dinheiro na bolsa se deve esperar qual tipo de média móvel ficar abaixo do valor da ação;
A) Uma média móvel de 2 dias
B) Uma média móvel de 10 dias
C) Uma média móvel de 1 mês
D) Não importa, pois em qualquer dos casos existem apenas 50% de chances de ganhar na bolsa.
Hehehehe, enquanto os ‘analistas técnicos’ já organizados nacional e internacionalmente não fundarem um partido político e tomarem de assalto uma instituição até então tida como séria, acho difícil aparecerem questões como estas no BC.
Mas também, quem precisa de um empreguinho público quando se pode ganhar milhões na bolsa prevendo padrões repetitivos e identificáveis.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Gráficos em Economia
Como seria uma função utilidade? Mais ou menos assim:

Para você que sempre se perguntou (e tentou imaginar) como seriam aquelas curvas de indiferença em 3D (ou para você que nem sabia que as curvas de indiferença entre dois bens eram curvas de nível de uma função de 2 variáveis).
Ela caminha para os pontos mais altos numa combinação ponderada dos dois bens. À medida que você vai consumindo mais de um bem, a satisfação adicional que ele lhe proporciona vai diminuindo, até o ponto em que você fica satisfeito e qualquer unidade adicional lhe proporciona custos. O ponto máximo é alcançado quando a utilidade marginal, para ambos, é igual a zero.
E como seria uma função do valor de um bem? Isso, ou algo parecido com isso:
(Vx = (5-x)/(5-y))
E as funções de produção (Cobb-Douglas)?
E, assim:

(U= 10x - x^2 + 10y - y^2)
Para você que sempre se perguntou (e tentou imaginar) como seriam aquelas curvas de indiferença em 3D (ou para você que nem sabia que as curvas de indiferença entre dois bens eram curvas de nível de uma função de 2 variáveis).
Ela caminha para os pontos mais altos numa combinação ponderada dos dois bens. À medida que você vai consumindo mais de um bem, a satisfação adicional que ele lhe proporciona vai diminuindo, até o ponto em que você fica satisfeito e qualquer unidade adicional lhe proporciona custos. O ponto máximo é alcançado quando a utilidade marginal, para ambos, é igual a zero.
E como seria uma função do valor de um bem? Isso, ou algo parecido com isso:
(Vx = (5-x)/(5-y))Definido o valor de algo como o quanto que você está disposto a abrir mão de um bem em troca de outro, vemos no gráfico que o valor de x - em termos de y - depende de quanto você tem do bem x, de quanto você tem do bem y e de suas preferências (que define a forma da função). Seria a taxa marginal de substituição.
E as funções de produção (Cobb-Douglas)?
Assim:
(rendimentos decrescentes de escala)
Assim:
(rendimentos constantes de escala)
E, assim:(rendimentos crescentes de escala)

Todos os gráficos não mostram valores negativos para x ou y (o gráfico do valor fica bem interessante com valores altos positivos e negativos).
Para quem gostou, você pode fazê-los aqui.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Cursinho pra a Anpec em Vitória???
Passei o domingo retrasado em Colatina dando aula de estatística para alunos de um cursinho para concursos referente a prova de fiscal do ES. Eu gosto de preparar e dar aula de assuntos que considero importantes, ai eu fiquei pensando... será que aqui em Vitória existe demanda para se organizar um cursinho para a Anpec?
Em São Paulo há vários cursinhos, numa rápida busca na internet encontrei 4 (Central de Ensino, IBMEC, Fipe-USP, Puc-SP), no RJ tem 2 o do Corecon-RJ e da UFRJ, e em diversos estados e cidades menores tem seus cursos; RS, PR, BA... E devem existir vários outros...
Encontrei até um cursinho que teria sido organizado pelo Corecon-Es em 2007, mas não sei se chegou a ser realizado de fato, quanto a 2008 não achei notícias...
Para um cursinho começar a funcionar seriam necessários pelo menos 10 alunos dispostos a pagar por ele.
Eu tenho a impressão que muitos dos leitores e contribuintes deste blog são formandos ou recém formados, exatamente o público alvo do projeto, então me digam vocês, será que essa idéia iria pra frente? Alguém estaria disposto a me ajudar a organizar um projeto desses?
Links
Dois textos que li neste início de ano e que não podiam passar despercebidos:
1- Este post do Marginal Revolution é um “brief guide to what we are all about”, nela há 6 links ótimos, incluindo uma análise a partir da teoria econômica da escolha pública sobre Star Wars
2- O Pedro Sette Câmara é um ótimo escritor e isso fica evidente em seu blog, O Indivíduo, mas o seu artigo sobre o mercado e a moralidade no Ordem Livre está um primor.
1- Este post do Marginal Revolution é um “brief guide to what we are all about”, nela há 6 links ótimos, incluindo uma análise a partir da teoria econômica da escolha pública sobre Star Wars
2- O Pedro Sette Câmara é um ótimo escritor e isso fica evidente em seu blog, O Indivíduo, mas o seu artigo sobre o mercado e a moralidade no Ordem Livre está um primor.
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