O assunto volta à mídia! Seguem abaixo um ponto e um contra-ponto.
E você, acha que o "neoliberalismo" acabou?
Ainda não tem opinião? Ora, já teve até debate no curso sobre isso!
Comentem!
Abraços.
Ajuda dos EUA é fim do neoliberalismo, dizem analistas (ponto)
Viviane Monteiro
Jornal do Brasil
9/9/2008
Intervenção americana em bancos é sintomática, acham brasileiros
A intervenção do governo dos Estados Unidos às empresas de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae marca o fim do sistema neoliberal, conhecido como Estado mínimo na economia. Essa é a visão de ministros e ex-ministros brasileiros que participaram ontem do seminário 200 anos do Ministério da Fazenda. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, é até mais contundente na afirmação. Para ela, a idéia de que o Estado deveria intervir menos na economia nunca foi aplicada em economias desenvolvidas, principalmente nos Estados Unidos, onde o sistema surgiu.
– Em momento algum os Estados nacionais de países desenvolvidos foram enfraquecidos. A história do neoliberalismo só valia para nós. No mundo capitalista desenvolvido jamais houve liberalismo – disse a ministra, que participou do seminário 200 anos do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Para o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, a crise que se apresenta nos países desenvolvidos é semelhante a dos anos 1930, iniciada em 1929 com a queda da Bolsa de Nova.
– Ela seria mais profunda se o governo não viesse intervindo – disse. – Essa crise marca o fim da onda neoliberal e marca a necessidade que a sociedade está encontrando de renovar o papel do Estado. O socorro é a demonstração dos fracassos de um mecanismo puramente do setor financeiro; o setor financeiro, que virou o arauto do neoliberalismo, é quem está precisando de socorro do Estado.
Bresser defendeu uma complementação entre a intervenção do mercado financeiro e do Estado na economia. Disse também que a situação seria pior caso não houvesse uma intervenção mais forte do banco central dos EUA na economia do país nesse momento.
Brasil elogia decisão
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a intervenção do governo americano às empresas é positivo porque evita que a crise se expanda para empresas e bancos estrangeiros que investiram nessas companhias que movimentam US$ 13 trilhões.
– O apoio procurou evitar um problema sistêmico, de que a crise seja de cinco graus na escala de richter e evite a ir a sete graus da escala de richter – comparou.
Delfim Neto, também ex-ministro da Fazenda, afirmou que não existe desenvolvimento econômico sem a intervenção do Estado.
– O Estado indutor é um instrumento que mobiliza o setor privado – declarou.
"Enterro do liberalismo"
Defensora da intervenção do Estado máximo na economia, a ministra Dilma afirmou, durante a palestra no seminário, que a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um programa que permite resgatar o planejamento do Estado.
– O PAC é o primeiro degrau para os próximos anos que pode garantir o crescimento sustentável do país – declarou.
A economista Maria da Conceição Tavares foi na mesma linha. Disse que a intervenção do governo dos EUA representa o "enterro do neoliberalismo".
– É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica – afirmou Maria da Conceição.
A economista comparou a operação ao Proer, programa de socorro a instituições financeiras realizado no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
– Custou uma fortuna – afirmou, em relação à intervenção dos EUA. – O nosso Proer foi mais baratinho.
O "FIM DO NEOLIBERALISMO" E A HORA DOS PICARETAS (contra-ponto)
Reinaldo Azevedo
Escrevi ontem sobre a tal fim do neoliberalismo, que teria sido decretado com a intervenção do governo dos Estados Unidos em dois fundos imobiliários. A quantidade de besteira que se disse nesta segunda poderia ter sido avaliada em quilos. É uma coisa espantosa. E a tarefa foi facilitada porque há em Brasília o seminário “Desenvolvimento Econômico: crescimento e distribuição de renda”. Assim, a chance que os jornalistas tinham de sujar os sapatos em bobagens era enorme.
Vejam esta da economista Maria da Conceição Tavares, presente ao evento: “Enterraram o neoliberalismo de maneira trágica. O nosso Proer foi mais baratinho. E o nosso sistema bancário não está comprometido (com a crise), o que é uma boa”. Se você não entendeu, leitor, ela esta sendo irônica com o programa de reestruturação de bancos havido no Brasil no governo FHC. Ela e todo o PT se opuseram às medidas. Acusavam-nas de ser leite de pata pra banqueiros. Ela também foi contra o Plano Real — que conduziria o país à bancarrota, jurava com todos os gritos.
Uma nota: quando FHC chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros do Banco Nacional. Quando ele saiu, seus descendentes eram uns sem-banco. O Nacional quebrou. Como quebrou o Bamerindus, que pertencia a um de seus ministros. E outras tantas instituições dançaram antes e depois da eestruturação — feita, isto sim, para proteger os correntistas e evitar o caos financeiro no país. Como se vê, FHC foi mais severo com a própria descendência e com seus aliados do que Lula com o seu “Ronaldinho” e a sua turma. Adiante.
Só Maria da Conceição destrambelhou? Ah, não!
Com a elegância teórica habitual, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse às gargalhadas, informa O Globo: “Um dia negro para nós, neoliberais do planeta”. Do que será que ele estava rindo? Também para o tucano Luiz Carlos Bresser-Pereira, a intervenção nos dois fundos imobiliários decreta “o fim do neoliberalismo”. Dilma foi na mesma linha, conforme se lê no post abaixo.
Fico aqui pensado: “O que será que essa gente chama de neoliberalismo?” O que se notava ontem em figuras tão ilustres era uma espécie de incontida satisfação: “Tá vendo? Tá vendo? Neoliberalismo não funciona”. E a grande tentação, em muitos casos, era dizer que o próprio capitalismo não é lá essas coisas. A questão é de história e de lógica. Se o ordenamento jurídico permite essa intervenção, então esse tal “neoliberalismo” como sistema nunca chegou a existir.
Alguns dos ilustres que saudaram ontem “o fim do neoliberalismo” opuseram-se ao Real, ao Proer, às privatizações, à Lei de Responsabilidade Fiscal, à privatização dos bancos estaduais, à quebra dos monopólios porque, bem..., chamavam essas medidas de “neoliberais”. Se o país pode, hoje, enfrentar a crise internacional com razoável estabilidade é porque os então chamados “neoliberais” venceram o debate naquele período.
Não? Estou errado? ENTÃO ME DIGAM UMA SÓ MEDIDA ESTRUTURAL – OU ESTRUTURANTE, COMO ELES GOSTAM DE DIZER – que seja da lavra de Lula. Digam-me uma só coisa que ele tenha feito de fundamental que não tenha sido aprofundar ações que herdou dos “neoliberais”.
A picaretagem intelectual dessa gente é assombrosa.
E você, acha que o "neoliberalismo" acabou?
Ainda não tem opinião? Ora, já teve até debate no curso sobre isso!
Comentem!
Abraços.
Ajuda dos EUA é fim do neoliberalismo, dizem analistas (ponto)
Viviane Monteiro
Jornal do Brasil
9/9/2008
Intervenção americana em bancos é sintomática, acham brasileiros
A intervenção do governo dos Estados Unidos às empresas de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae marca o fim do sistema neoliberal, conhecido como Estado mínimo na economia. Essa é a visão de ministros e ex-ministros brasileiros que participaram ontem do seminário 200 anos do Ministério da Fazenda. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, é até mais contundente na afirmação. Para ela, a idéia de que o Estado deveria intervir menos na economia nunca foi aplicada em economias desenvolvidas, principalmente nos Estados Unidos, onde o sistema surgiu.
– Em momento algum os Estados nacionais de países desenvolvidos foram enfraquecidos. A história do neoliberalismo só valia para nós. No mundo capitalista desenvolvido jamais houve liberalismo – disse a ministra, que participou do seminário 200 anos do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Para o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, a crise que se apresenta nos países desenvolvidos é semelhante a dos anos 1930, iniciada em 1929 com a queda da Bolsa de Nova.
– Ela seria mais profunda se o governo não viesse intervindo – disse. – Essa crise marca o fim da onda neoliberal e marca a necessidade que a sociedade está encontrando de renovar o papel do Estado. O socorro é a demonstração dos fracassos de um mecanismo puramente do setor financeiro; o setor financeiro, que virou o arauto do neoliberalismo, é quem está precisando de socorro do Estado.
Bresser defendeu uma complementação entre a intervenção do mercado financeiro e do Estado na economia. Disse também que a situação seria pior caso não houvesse uma intervenção mais forte do banco central dos EUA na economia do país nesse momento.
Brasil elogia decisão
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a intervenção do governo americano às empresas é positivo porque evita que a crise se expanda para empresas e bancos estrangeiros que investiram nessas companhias que movimentam US$ 13 trilhões.
– O apoio procurou evitar um problema sistêmico, de que a crise seja de cinco graus na escala de richter e evite a ir a sete graus da escala de richter – comparou.
Delfim Neto, também ex-ministro da Fazenda, afirmou que não existe desenvolvimento econômico sem a intervenção do Estado.
– O Estado indutor é um instrumento que mobiliza o setor privado – declarou.
"Enterro do liberalismo"
Defensora da intervenção do Estado máximo na economia, a ministra Dilma afirmou, durante a palestra no seminário, que a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um programa que permite resgatar o planejamento do Estado.
– O PAC é o primeiro degrau para os próximos anos que pode garantir o crescimento sustentável do país – declarou.
A economista Maria da Conceição Tavares foi na mesma linha. Disse que a intervenção do governo dos EUA representa o "enterro do neoliberalismo".
– É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica – afirmou Maria da Conceição.
A economista comparou a operação ao Proer, programa de socorro a instituições financeiras realizado no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
– Custou uma fortuna – afirmou, em relação à intervenção dos EUA. – O nosso Proer foi mais baratinho.
O "FIM DO NEOLIBERALISMO" E A HORA DOS PICARETAS (contra-ponto)
Reinaldo Azevedo
Escrevi ontem sobre a tal fim do neoliberalismo, que teria sido decretado com a intervenção do governo dos Estados Unidos em dois fundos imobiliários. A quantidade de besteira que se disse nesta segunda poderia ter sido avaliada em quilos. É uma coisa espantosa. E a tarefa foi facilitada porque há em Brasília o seminário “Desenvolvimento Econômico: crescimento e distribuição de renda”. Assim, a chance que os jornalistas tinham de sujar os sapatos em bobagens era enorme.
Vejam esta da economista Maria da Conceição Tavares, presente ao evento: “Enterraram o neoliberalismo de maneira trágica. O nosso Proer foi mais baratinho. E o nosso sistema bancário não está comprometido (com a crise), o que é uma boa”. Se você não entendeu, leitor, ela esta sendo irônica com o programa de reestruturação de bancos havido no Brasil no governo FHC. Ela e todo o PT se opuseram às medidas. Acusavam-nas de ser leite de pata pra banqueiros. Ela também foi contra o Plano Real — que conduziria o país à bancarrota, jurava com todos os gritos.
Uma nota: quando FHC chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros do Banco Nacional. Quando ele saiu, seus descendentes eram uns sem-banco. O Nacional quebrou. Como quebrou o Bamerindus, que pertencia a um de seus ministros. E outras tantas instituições dançaram antes e depois da eestruturação — feita, isto sim, para proteger os correntistas e evitar o caos financeiro no país. Como se vê, FHC foi mais severo com a própria descendência e com seus aliados do que Lula com o seu “Ronaldinho” e a sua turma. Adiante.
Só Maria da Conceição destrambelhou? Ah, não!
Com a elegância teórica habitual, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse às gargalhadas, informa O Globo: “Um dia negro para nós, neoliberais do planeta”. Do que será que ele estava rindo? Também para o tucano Luiz Carlos Bresser-Pereira, a intervenção nos dois fundos imobiliários decreta “o fim do neoliberalismo”. Dilma foi na mesma linha, conforme se lê no post abaixo.
Fico aqui pensado: “O que será que essa gente chama de neoliberalismo?” O que se notava ontem em figuras tão ilustres era uma espécie de incontida satisfação: “Tá vendo? Tá vendo? Neoliberalismo não funciona”. E a grande tentação, em muitos casos, era dizer que o próprio capitalismo não é lá essas coisas. A questão é de história e de lógica. Se o ordenamento jurídico permite essa intervenção, então esse tal “neoliberalismo” como sistema nunca chegou a existir.
Alguns dos ilustres que saudaram ontem “o fim do neoliberalismo” opuseram-se ao Real, ao Proer, às privatizações, à Lei de Responsabilidade Fiscal, à privatização dos bancos estaduais, à quebra dos monopólios porque, bem..., chamavam essas medidas de “neoliberais”. Se o país pode, hoje, enfrentar a crise internacional com razoável estabilidade é porque os então chamados “neoliberais” venceram o debate naquele período.
Não? Estou errado? ENTÃO ME DIGAM UMA SÓ MEDIDA ESTRUTURAL – OU ESTRUTURANTE, COMO ELES GOSTAM DE DIZER – que seja da lavra de Lula. Digam-me uma só coisa que ele tenha feito de fundamental que não tenha sido aprofundar ações que herdou dos “neoliberais”.
A picaretagem intelectual dessa gente é assombrosa.
Só a galerinha que manja de economia:
ResponderExcluirMaria da Conceição Tavares,
Bresser,
Dilma...
só faltou o Lula, aff...
No mais, quantas vidas tem esse tal de "neoliberalismo"?
Jurava que o neoliberalismo havia acabado em julho, não?!
ResponderExcluirDe toda forma, isso já não faz mais a mínima diferença, visto que o mundo irá acabar em um imenso buraco negro amanhã...
Enfim, bem-vindos à Era do Neopicaretalismo!
O neoliberalismo enquanto sugestão de políticas públicas morreu sim. Acabaram-se as ilusões de que tudo se resume a desregulamentar, privatizar etc etc.
ResponderExcluirSe o anônimo decretou, então está oficialmente decretado! ;)
ResponderExcluirEsse post me fez recordar instantaneamente da coluna do Mainardi de 04/07/07. Segue o primeiro parágrafo:
ResponderExcluir"O mundo se divide em dois tipos de pessoas: as que gritam Oba! e as que exclamam Epa!". Quem disse isso? Demócrito? Santo Agostinho? Leibniz? Nietzsche? Nenhum deles: foi Ivan Lessa, no Pasquim. A frase resume tudo o que conseguimos aprender até hoje sobre o ser humano. De acordo com Ivan Lessa, os Oba! são otimistas, alegres, aproveitadores, oportunistas, barulhentos e donos de um caráter flexível. Os Epa!, por outro lado, são censuradores, precavidos, desconfiados, facilmente escandalizáveis, dotados de um caráter rígido e de pouquíssimo senso de humor."
Pra bom entendedor, u pi é le.
Veja bem, se entendemos o "neoliberalismo" como um conjunto de idéias e teorias predominantes no pensamento econômico e entre os "policy makers", ele acabou sim. Da mesma forma que acabou o pensamento de bem-estar social e o marxismo: ambos existem ainda, mas não são hegemônicos. Outrossim, o neoliberalismo como pensamento hegemônico não existe mais.
ResponderExcluirE o exemplo da estatização dos bancos americanos é sim um bom argumento da morte do neoliberalismo enquanto política hegemônica. O novo pensamento que parece surgir agora trata-se de uma síntes do keynesianismo, historicismo com o liberalismo.
E isso é qualitativamente diferente do neoliberalismo que preponderou mundialmente nos anos 80 e 90, personificados por Reagan e Thatcher.
ResponderExcluirChega-se então a um impasse: é preciso decidir se a nacionalização dos bancos é de fato "um bom argumento da morte do neoliberalismo", ou se "a questão é de história e de lógica. Se o ordenamento jurídico permite essa intervenção, então esse tal “neoliberalismo” como sistema nunca chegou a existir". Radicalismos à parte, o que impressiona é a empolgação que os Oba! sentem em bradar a "morte" do que pensam ser "neoliberalismo" ou em classificar políticas (ou pessoas, em tom acusatório) como "neoliberais". Talvez isso seja tão vazio e anacrônico hoje quanto afirmar que o marxismo ainda é, embora não hegemônica, uma forma de se pensar em políticas econômicas.
ResponderExcluirE então faço minha a questão colocada pelo Azevedo: "O que será que essa gente chama de neoliberalismo"?
Impressão minha ou a Neide postou logo acima?
ResponderExcluirImpressão sua!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO neoliberalismo não acabou! Os EUA só colocaram dinheiro nas duas finaceiras e ponto. Quando a crise acabar e/ou outra bolha se iniciar o tesouro americano vai lançar mão do capital das empresas no mercado.
ResponderExcluirFoi uma questão pontual para evitar uma catastrofe no mercado financeiro mundial. Os EUA não estatizaram nada, as financeiras estão sob a responsabilidade de uma agência regulatória (coisa de governo liberal, não?).
O neoliberalismo só morre em países onde ele nunca se foi implementado por inteiro (Brasil, Venezuela e Bolivia) e jamais morrerá em países que o implantaram por inteiro (Chile, Irlanda e Coréia do Sul), pois é só comparar os indicadores socioeconômicos dos dois grupos de países e ver o quanto o neoliberalismo foi "ruim" para eles.
Só gostaria de acrescentar algumas explicações que deixam bem claro o sentido dessa intervenção do governo americano nesses bancos.
ResponderExcluirBem, terei que começar escrevendo como um esquerdista, ou seja, tenho que fazer primeiro uma contextualização histórica. Mas claro, vou pular alguns séculos pra chegar à alguns meses atrás rsrsrs
O Fannie Mae era uma empresa pública até +- 1970 quando tinha o monopólio de sua atividade. Sua privatização e a abertura de mercado fizeram surgir outros bancos como o Freddie Mac. Desde então mercado de crédito imobiliária se expandiu de uma forma fantástica.
Os dois são especializados em criar um mercado secundário para a comercialização de crédito imobiliário. Ou seja, um banco comercial faz um financiamento ou uma hipoteca imobiliária, transforma em títulos securitizados e esses dois bancos (Fannie Mae e Freddie Mac) tratam de repassá-los para outros bancos, fundos etc.
Acontece que essas empresas, embora privadas, recebem influencia do governo em suas atividades, até porque o tesouro americano é seu "fiador" (ou "patrocinador").
Depois que a crise se materializou o governo e o fed trataram de tomar algumas medidas que amenizarem a situação mas que não deram tanto certo assim (restituição de IR, diminuição da taxa de redesconto, etc, etc, etc).
Uma dessas medidas foi obrigar o Fannie Mae e o Freddie Mac a assumirem riscos maiores com o intuito de "estancar" a crise do subprime. Sabemos qual foi a conseqüência, essas bancos perderam muito dinheiro e o governo terá que bancar suas obrigações.
Não posso enxergar isso como estatização. Meus pais não gastaram tanto dinheiro com minha educação pra eu ser tão burro assim!
Prova disso é a postura do governo diante dos novos acontecimentos, para infelicidade da turma do "Oba!". Ele até que intermediou a venda do Bearn Stearms para JPMorgan Chase, mas disse não para o Lehman Brothers. É a fila anda, bye, bye Merril Lynch.
Até quando negarão a realidade??
ResponderExcluirVárias e sucessivas crises financeira internacionais e ainda continuam com essa hipocrisia!!
Realidade 10 x Neoliberalismo 0
Você vai me dizer que as crises financeiras são culpa do estado?
ResponderExcluirPS> Lehman Brothers a 15 cents!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir/\
ResponderExcluir||
||
"Se o anônimo decretou, então está oficialmente decretado! ;)"
Para que servem os argumentos, como o Vinícius expôs, se o Anônimo sabe tudo!!
Continue assim Anônimo, pelo menos vc posta 'anonimamente'.. hehe
"Ae, se for de 11 x 0 vai ter que passar debaixo da mesa!!!
ResponderExcluirNem quero saber de contra-argumentação, seu maldito "neoliberal" hipócrita! Tô falando que vai ter que passar e pronto! E não se esqueça de que já tá trucado! Perdeu, perdeu! Oba! Oba! Oba!"
O neoliberalismo da conta do "anônimo" está perdendo de 11 x 0 da realidade, mas quem é esse "anônimo" que tem tanta certeza do que diz que não pode usar seu próprio nome?
ResponderExcluirParece que alguem sente vergonha das asneiras que diz?
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEu não neguei a realidade no meu post. Não era minha pretensão comentar a crise. Também não disse que a crise financeira era do estado.
ResponderExcluirPretendia apenas dizer que estão, injustificadamente, chamando isso de privatização. E, embora tenha uma quantia enorme envolvida (que pode chegar à US$ 200bi), não se trata de uma intervenção, pois o tesouro norte americano é o "fiador" oficial desses dois "bancos", como disse anteriormente.
A crise realmente é enorme e vai modificar radicalmente o sistema financeiro norte-americano.
Gostaria de saber qual é a sua análise dessa situação. Deixe o anonimato e entre para o time, não o dos neoliberais hipócritas, mas dos que têm coragem de expor suas idéias. Faça um post sobre isso e contribua então para a discussão.
PS: o comentário de cima fui eu que exclui pq errei ao colocar o negrito (exclusão digital....)
Só pra deixar claro, tem um post anônimo em aspas que não é meu... tentaram me ironizar.
ResponderExcluirEu coloco anônimo apenas por ser mais rápido. Assinarei meus posts a partir de agora.
Minha análise. Bem, não tem como colocar os dados em comentários de blog, mas segue resumidamente. A desregulamentação financeira promovida a partir dos meados dos anos 80 e início dos anos 90 trouxe instabilidade cambial e nas taxas de juros de todos os países integrados à economia global. Isso é fato, basta pegar os dados. A conta capital dos países subdesenvolvidos ficou expostas às enxurradas dos mega-fundos de pensão e investimentos, que, iguais a uma infestação de gafanhotos, conseguem desestabilizar uma economia em questão de meses. Vimos então uma séria de crises internacionais com a "quebra" dos países de economia menor.
Isso não é bem o que está acontecendo agora, é novo, pois trata-se dos EUA. Mas é fruto da mesma política de desregulamentação.
O que veremos nos capítulos seguintes é a crise levar a uma onda de irracionalidade econômica absurda, análoga a 29. Fábricas não serão destruídas, nem lojas, nem fazendas... mas não se irá produzir, as pessoas deixarão de consumir, haverá aumento do desemprego e inflação... e ainda vem me falar que o capitalismo neoliberal é maximizador de utilidade e eficiente!
Tenham dó.
M.M.
Falar que pelo fato de o governo ser o fiador dos bancos isso não é neoliberalismo é fugir da história.
ResponderExcluirO que eu e todos os "esquerdinhas" chamamos de neoliberalismo é algo historicamente bem definido. Não é algo abstrato ou ideal. São as políticas econômicas praticadas pelos países centrais na década de 80 e as políticas econômicas ditadas ao países periféricos na década de 90. Melhor dizendo: privatização e desregulamentação (principalmente da esfera financeira), para permitir uma maior acumulação de capital.
Que há intervenção estatal sempre haverá, afinal, os poderosos nunca deixarão de tentar usar o estado de maneira promíscua.
Eu não disse que o governo é fiador DOS bancos, o que eu disse é que o Fannie Mae e o Freddie Mac, embora privadas, têm suas atividades controladas e subsidiadas pelo governo.
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