
Sarkozy, em seu primeiro ano de mandato, chegou a ter o pior índice de aprovação na história recente de seu país. Quanto aos motivos para tanto, várias são as especulações: sua vida playboy e aberta para todo mundo, suas reformas liberalizantes de direita, a queda do poder de compra do trabalhador no início do seu mandato...
Contudo, nesse primeiro trimestre, o desemprego da França caiu para 7,2% - o menor nos últimos 25 anos. E suas propostas de políticas públicas têm tido maior aceitação. Logo, como era de se esperar, o presidente tem recuperado a popularidade, ganhando 5pp nesse mês que passou.
Será que a França das 35 horas de trabalho está se rendendo às reformas liberalizantes?
No início do mandato o Partido Socialista teve toda a oportunidade de ir contra as reformas liberalizantes e ficou parado por disputas internas. Agora esperemos para ver os próximos capítulos de UMP vs PS, com uma população que passa a aprovar as mudanças que ocorrem.
Segue matéria da Reuters sobre a popularidade de Sarkozy.
Sarkozy recupera parte da sua popularidade, diz pesquisa
PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, recuperou em maio parte da popularidade que vinha perdendo nos meses anteriores, segundo pesquisa do instituto TNS Sofres divulgada na quinta-feira pela revista do Le Figaro.
A aprovação a ele saltou de 32 por cento em abril para 37 por cento na nova pesquisa, enquanto a rejeição caiu de 66 para 61 por cento.
A revista diz que esses dados mostram "o começo de um caminho mais ensolarado" para Sarkozy, cuja lua-de-mel com o eleitorado depois da posse, há um ano, durou apenas até dezembro.
O estilo de vida de Sarkozy (inclusive seu casamento com a ex-modelo Carla Bruni, após menos de três meses de namoro) e a perda do poder aquisitivo da população provocaram a queda na popularidade dele.
Várias pesquisas recentes mostravam que nunca um presidente francês teve uma aprovação tão baixa após apenas um ano de mandato.
Sarkozy reagiu expondo menos a sua vida privada e tentando projetar a imagem de um presidente trabalhador, que pretende a qualquer custo realizar reformas que melhorem a vida dos franceses.
A pesquisa do Figaro mostrou que as políticas públicas contra o desemprego e a corrosão do poder de compra ganharam popularidade em maio pela primeira vez neste ano, o que pode explicar a melhoria na aprovação do presidente.
Outra boa notícia para Sarkozy na quinta-feira vem dos dados de desemprego, que caiu no primeiro trimestre para 7,2 por cento, menor índice na França continental nos últimos 25 anos.
A meta de Sarkozy é encerrar seu mandato, em 2012, com desemprego de 5 por cento.