Segundo comentários, cogita-se a possibilidade de desmembramento do departamento de economia.
Eu preferi usar o termo desmembramento para não utilizar outros que possam ter conotação negativa como divisão ou cisão.
Não é totalmente descabido professores se agruparem por proximidade em linhas de pesquisa e docência. Talvez seja um fator até de aumento de produtividade.
E como já foi dito, os departamentos apenas fornecem disciplinas para os cursos de graduação. A existência de um curso qualquer independe do números de departamentos que ofertem as disciplinas da grade do curso em questão.
Mas a pergunta significativa é se este novo departamento não seria apenas mais um engodo.
E deve ser debatido a questão central, que é a forma como o curso da UFES entende o pluralismo, que não é no sentido de permitir a abertura da formação e contato com as diferentes linhas da economia, mas apenas uma forma de cada um garantir o seu feudo.
É um absurdo ver alunos de graduação apenas repetindo o preconceito dos professores idolatrados. Alunos que repetem que não estudam por manuais de micro ou macro pois eles não servem para nada, e na verdade apenas reproduzem discursos ou artigos que lêem por aí.
São alunos que ficam dependentes de análises de outros, e podemos confirmar isto verificando o tipo de produção que muitos alunos e alguns professores fazem na UFES. São pesquisas ou textos que não estão na fronteira do debate, mas apenas repetindo ou ressonando debates já superados. Mas fazem isto com uma tal postura, como se estivesse produzido algo novo, quando apenas arrotam uma leitura mal digerida.
A questão que novamente volta é que tipo de formação a UFES pretende dar aos seus alunos de economia. Que tipo de profissionais ela pretende formar para atuar no mercado de trabalho.
Não há redução de desigualdade sociais sem aumento de produtividade. Não adianta só distribuir sem que se tenha aumento de produção, e para isto precisa-se de boa formação e preparação.
Não adianta formar pessoas que apenas repetem que o capitalismo é mal. O país precisa de profissionais que sejam capazes de atuar no mercado ou na academia.
Ser heterodoxo e ir estudar na Unicamp ou UFRJ é fácil, o mérito mesmo seria se este heterodoxo fosse aprovado na ANPEC para a PUC RJ ou FGV RJ e, mesmo estudando lá, se mantivesse heterodoxo.
Uma coisa importante a se aprender é a quantificar as coisas, estabelecer metas para avaliar resultados e desempenho. E a UFES faria mais por seus alunos se estabelecesse como meta tentar aprovar alunos para ficar pelo menos entre os 80 primeiros colocados na ANPEC. Seria mais importante para a vida destes alunos ou para o país dar esta preparação ou obter estes resultados do que ensinar o tal de "pensamento crítico" que não percebe o tamanho do precipício para onde o curso pode cair.
Quer avaliar o curso? Vamos estabelecer média de resultado na ANPEC. E dar uma boa formação para a ANPEC (objetivando os 80 primeiros lugares) não impede ninguém de ser heterodoxo.
Um curso que pretende "formar" pesssoas críticas e não consegue fazer ou admitir a autocrítica está com sérios problemas.
Bom post
ResponderExcluir"É um absurdo ver alunos de graduação apenas repetindo o preconceito dos professores idolatrados. Alunos que repetem que não estudam por manuais de micro ou macro pois eles não servem para nada, e na verdade apenas reproduzem discursos ou artigos que lêem por aí."
essa frase foi muito boa !
Sobre a criação de um novo curso:
"uma merda fede menos que duas"
Abração
e gostei da ideia de focar na anpec e estudar mais os manuais.
ResponderExcluirAnpec é uma forma de avaliação elaborada pela engrenagem opressora de exploração do trabalhador, fruto de um sistema que por si só já é desumano e degradante. Por que nos renderíamos a essas falácias da desigualdade dos iguais se podemos RESISTIR?!
ResponderExcluirMorte ao capitalismo! Morte ao capital especulativo parasitário! Morte à Anpec! Morte ao Curso de "Ciências Econômicas" da UFES! Aos poucos, triunfaremos!!! E vocês, porcos capitalistas, membros da resistência, provarão o amargo arrependimento por terem defendido metas burguesas como essas!
Anônimo,
ResponderExcluirÉ engraçado ver vocês revolucionários tentando mudar o mundo com palavras, ou mudar o mega sistema capitalista que a cada dia está melhor (sendo apenas ajustado em períodos oportunos)e evolui com o grau maior de perfeição. O sistema é desumano e degradante, então por que as pessoas fugiram de Cuba para procurar míseros empregos nos EUA? Por que então, vocês "revolucionários", preferem desfrutar dos resultados capitalistas, tais como os computadores, a internet, o Mc Donalds, o carro zero? Tem certeza que vocês não se rendem? Ou a oposição se restringe apenas nos provérbios escritos há séculos? Quanto "aos poucos triunfaremos" fique esperando, quem sabe algum dia vc não vê a "Revolução" acontecer. Sugiro que você assista algum filme Hoolywoodiano e não esqueça de comprar a pipoca e a Coca-Cola.