
É... já são três mil visitantes e quatro meses ininterruptos de Blog! Não achei que conseguiríamos. E se cada um contribuir com um pouco teremos o blog do curso perdurando durante vários outros semestres!
Bom, para começar o quinto mês consecutivo de postagem selecionei o texto a seguir, que trata de "propensões" que nosso cerébro tem.
O texto aborda vários erros de pensamento cometidos diariamente por todo mundo. Para nós, cientistas econômicos, acho que é de suma importância. Após a leitura, vocês verão que em todas as escolas e situações econômicas esses erros aparecem a todo momento!
Entre parênteses coloquei áreas da economia onde exemplos dos erros acontecem! Dêem mais sugestões.
Até mais.
Ps.: É uma tradução livre e não me lembro a fonte do original (em inglês). Quando encontrar posto aqui.
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O cérebro não é uma máquina sem defeitos. Embora seja poderoso, e venha numa embalagem fácil de carregar, ele possui suas falhas. Há um campo na Psicologia que estuda essas falhas, conhecidas como “propensões” (biases). Apesar de você não poder fazer um “upgrade” no seu “hardware” mental, perceber essas propensões pode te dar dicas de possíveis erros que anda cometendo.
Como a propensão te prejudica
Se você estivesse em uma canoa, você provavelmente gostaria de saber sobre qualquer buraco que haja nela antes de sair remando. As propensões são buracos na sua razão e podem impedir o pensamento correto.
Contudo, o fato de saber que os buracos existem não é o suficiente; a canoa encher-se-á de água independentemente de se saber da existência deles. Mas, saber que existem permite a você consertá-los. Todo o domínio do método científico tem buscado superar essa inclinação natural à razão tendenciosa.
Propensões te prejudicam em várias áreas
Tomada de Decisão: Várias propensões podem distorcer o processo de tomada de decisão. A “propensão à confirmação” pode te levar a desconsiderar informações que contrariam sua teoria. A “ancoragem” pode fazê-lo jogar fora negociações por forçá-lo a ficar em torno de um número arbitrário.
Resolução de Problemas: Propensões podem impedir sua criatividade para solucionar problemas. Uma propensão ao enquadramento pode fazê-lo observar um problema de maneira muito estrita. Já a ilusão de controle pode fazê-lo superestimar a influência de seus atos nos resultados obtidos.
Aprendizagem: Erros de pensamento também podem afetar em como você aprende. O efeito Von Restorff pode fazê-lo sobre-enfatizar alguma informação em relação ao todo. "Ilusões de padrão" podem fazê-lo achar que aprendeu mais do que realmente o fez.
Eis aqui alguns erros de pensamento muito comuns:
1) Propensão à confirmação
A propensão à confirmação é a tendência de buscar apenas informações para provar, e não para invalidar nossas teorias. O problema surge porque, freqüentemente, uma pequena evidência falsa invalida completamente todas as conclusões subseqüentes.
Tomemos como exemplo um estudo conduzido por Peter Cathcart Wason. Em seu estudo, Wason deu aos participante três números (2, 4 e 6) e pediu a eles que adivinhassem qual regra definia o padrão da seqüência numérica. Para tanto, os participantes poderiam fazer novas seqüências numéricas para saber se sua regra se mantinha.
A partir daí, a maioria dos participantes tomou regras específicas como “de dois em dois” ou “1x, 2x, 3x” e, por somente testarem seqüências que se encaixavam em sua regra, não perceberam que esta, de fato, era “quaisquer três números crescentes”. Um simples teste de números tais como “3, 15, 317” teria invalidado suas teorias e lhes permitido escapar do erro.
(um bom exemplo disso na teoria econômica é o primeiro capítulo d'O capital e boa parte do trabalho de Ricardo)
2) Propensão a olhar para trás
Mais conhecido como, “olhando para trás, as chances eram de 100%”, essa propensão faz com que as pessoas observem resultados passados como se fossem mais prováveis do que eram inicialmente. Isso foi demonstrado por um estudo de Paul Lazarsfeld, no qual os participantes receberam afirmações que pareciam senso comum, mas que, na realidade, eram o completo oposto do que tinha realmente acontecido.
(quem não está pensando hoje: "Putz! Devia ter vendido minhas ações da Petrobrás, sabia que ia cair!". Pois é, você não sabia. Outro exemplo são alguns livros de história econômica, que demonstram como cada fato levou inevitavelmente a outro, como se não pudesse ter levado ao seu exato oposto.)
3) Ilusões de padrão
Essa é a tendência de enxergar padrões onde não existe um sequer. Um estudo conduzido por Thomas Gilovich demonstrou que as pessoas vêem facilmente padrões onde existem seqüências aleatórias. Embora seja uma habilidade necessária para detectar padrões, isso nos cria muitos problemas.
A ilusão de padrão resulta em superstições e em pseudociências onde padrões surgem de eventos completamente aleatórios.
(Novamente os livros de história econômica! Esquecem-se de que muitas vezes a história é simplesmente absurda.)
4) “Efeito recente”
O “efeito recente” é a tendência de dar mais peso aos dados recentes. Estudos têm demonstrado que pessoas lembram-se mais facilmente de informações no final de uma lista do que em seu meio. A existência dessa propensão faz importante coletar dados de longo prazo, para que os dados iniciais ou finais não nos levem a falsas conclusões.
(Curva de Phillips e suas modificações... e outras teorias gerais que depois viu-se que não eram gerais)
5) Ancoragem
A ancoragem é um problema bem conhecido nas negociações. A primeira pessoa a estabelecer um número irá, comumente, forçar a outra pessoa a dar um número baseado no primeiro. A ancoragem acontece até mesmo quando o número é completamente aleatório. Em um estudo, os participantes giraram uma roda que ou apontava para o número 15, ou para o número 65.
Depois perguntava-se quantos países na África pertenciam às nações unidas. Apesar dos números serem arbitrários, as respostas ficavam em torno de 15 ou 65.
(SELIC! A TAXA DE JUROS É ANCORAGEM, OU SEJA, É A QUE É HOJE PORQUE FOI A QUE FOI ONTEM!)
6) Efeito da Superconfiança
E você estava preocupado com baixa autoestima? Estudos mostram que as pessoas tendem a superestimar, grosseiramente, suas habilidades. Mais de 80% dos motoristas se colocam entre os 30% mais habilidosos.
(Como existem milhões de escolas e todas estão certas?)
O que fazer?
Os estudos têm mostrado que é difícil superar esses problemas cognitivos. Mesmo quando os participantes de diferentes estudos são avisados sobre as propensões, isso não tem quase nenhum impacto na habilidade de superar esses erros.
O que o entendimento de tais falhas do pensamento lhe permite fazer é criar métodos e procedimentos para que as propensões sejam evitadas. Fazer ajustes no seu processo de tomadas de decisão, resolução de problemas e aprendizagem pode ajudá-lo a reduzir os efeitos desses erros.
(Por isso nunca deixe de estudar sobre o método na teoria econômica!)
mas EU SABIA que ia cair e fui adiando... nao adianta falar que eu nao sabia, porque eu sabia! ahhhh que remorso!
ResponderExcluirAchei o link:
ResponderExcluirhttp://www.lifehack.org/articles/lifehack/7-stupid-thinking-errors-you-probably-make.html
Na verdade são 7 erros que ele lista, mas por preguiça e por não achar o último tão relevante só coloquei 6.
Ilusao de padrao acho que se encaixa bem na analise tecnica
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